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segunda-feira, janeiro 25th, 2010 | Author: admin

Dirigentes das quatro principais instituições finlandesas de pesquisa e desenvolvimento visitaram a Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – com o objetivo de conhecer as políticas do Governo Federal nos campos da energia e encontrar assuntos de interesse comum que possam ser objeto de projetos conjuntos.
Academia da Finlândia (AKA), o Fundo Finlandês para Inovação (SITRA), o Centro de Pesquisa Tecnológica da Finlândia (VTT) e a Agência Finlandesa de Financiamento de Tecnologia e Inovação (TEKES) formam o Fórum de Pesquisa e Tecnologia que é o colegiado mais importante da implementação da política de Ciência e Tecnologia naquele país.
José Manuel Cabral, Chefe de Comunicação e Negócios da Embrapa Agroenergia, fez uma explanação geral da matriz energética brasileira em comparação a do mundo. Em geral, 88% da energia utilizada no mundo, no ano de 2008, era proveniente de fontes não-renováveis, sendo que 35% vieram do petróleo, 25% do carvão e 21% do gás natural. No Brasil, como resultado de diversos programas governamentais, 46% de toda a energia consumida no ano passado foi gerada por fontes renováveis, com 31,5% provenientes de biomassa, sendo 16% derivados da cana-de-açúcar e 15% da energia hidráulica.
Cabral destacou os aspectos econômicos, sociais e a produção regional de culturas energéticas no Brasil. Quanto ao biodiesel, citou as matérias-primas mais utilizadas (soja, algodão e gordura animal) e as que estão em domesticação (pinhão-manso, macaúba, inajá). Atualmente, no País, todo o óleo diesel recebe 4% de biodesel, porcentual que subirá, a partir de janeiro de 2010, para 5%.
Cabral expôs ainda as pesquisas que estão em andamento na empresa para atender o Plano Nacional de Agroenergia, em especial as florestas energéticas, uma das ações de interesse dos finlandeses.
Com 76 % da sua superfície coberta por florestas, a Finlândia é o país com a maior percentagem de área florestal na Europa. A silvicultura privada desempenha um papel muito importante na Finlândia, pois entre 80 e 90 % da madeira utilizada na indústria vem das florestas privadas. Por causa do número elevado de proprietários de floresta, as propriedades são relativamente pequenas, sendo o tamanho médio de uma propriedade de apenas 26 hectares.
O Brasil é um dos maiores parceiros comerciais da Finlândia na América Latina. Em 2008, cerca de 70% das exportações finlandesas para o Brasil foram de maquinaria e equipamentos de transporte, enquanto o Brasil exportou, principalmente, celulose e resíduos de papel para aquele país.
Cerca de 5,3 milhões de pessoas vivem na Finlândia, sendo que a maior parte da população está concentrada no sul do país. É o oitavo país da Europa em termos de área, com 338.145 km² e o país menos povoado da União Européia.
De acordo com o Presidente da VTT, Erkki Leppävuori, eles têm a meta de redução em 20% das emissões de gases do efeito estufa, de 20% do uso de combustíveis fósseis e também de 20% do consumo per capita de energia até 2020.
Leppävuori, também mostrou dados da utilização de energia na Finlândia, declarando que cerca de 25% da energia consumida naquele país derivam de fontes renováveis, principalmente da madeira e seus resíduos.  A expectativa para 2020 é aumentar o consumo de bioenergia em 50%, de modo a atingir cerca de 38% de energia renovável.
Nos pontos específicos para cooperação, o Diretor Geral da Academia da Finlândia, Markku Mattilla, esclareceu que existe um acordo entre a Academia e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) que está financiando a execução de 6 projetos bi-nacionais em assuntos ligados ao estudo das mudanças climáticas e da melhoria das rotas tecnológicas na conversão de energia de biomassa.  Em relação à cooperação com a Embrapa, foram identificados como possíveis temas:  a elaboração de aspectos conceituais e práticos de biorrefinarias para aproveitamento integral das matérias-primas e da energia de diversos tipos de biomassas, a otimização de processos termoquímicos como a pirólise e a gaseificação de madeira e derivados, o aproveitamento de resíduos com finalidades energéticas e o desenvolvimento de instrumentos e processos para utilização de satélites em zoneamentos agro-climáticos, levantamento e quantificação da ocorrência de espécies nativas e plantadas, avaliação de riscos climáticos, entre outros.

Embrapa Agroenergia

terça-feira, janeiro 19th, 2010 | Author: admin

Um levantamento do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) revela que aumentou a área de florestas públicas no país. Há aproximadamente 239 milhões de hectares cadastrados pertencentes ao governo federal e estadual, contra 210 milhões em 2008, o que eleva de 25% para 28% o total do território sob a gestão direta do poder público.
Os dados estão reunidos no Cadastro Nacional de Florestas Públicas e mostram que o aumento das áreas ocorreu tanto nas florestas públicas destinadas, ou seja, aquelas que já têm um uso específico, por exemplo, unidades de conservação ou terras indígenas, quanto em florestas públicas que ainda não têm uma destinação.
A maior parte dos 29 milhões de hectares cadastrados em 2009, ou seja, 18,5 milhões de hectares vêm de florestas públicas destinadas. Com o incremento, as áreas com destinação definida passam a ocupar 203,9 milhões de hectares do país e a representar 85% do total de florestas públicas cadastradas.
O aumento se deve à criação de unidades de conservação e da identificação de áreas estaduais inseridas no Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC).
O grande crescimento da área de florestas públicas destinadas vem da adição de informações sobre as florestas estaduais. Os Estados fornecem dados para o Cadastro e, até o momento, contabilizam-se
26,4 milhões de hectares de florestas públicas estaduais cadastradas.

Ministério do Meio Ambiente

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quinta-feira, dezembro 24th, 2009 | Author: admin

A indústria brasileira de celulose e papel e setores que utilizam madeira como matéria-prima veem com otimismo o ganho de musculatura de um importante aliado: fundos de investimento com foco no negócio florestal.
Nos próximos anos, a atuação das chamadas “timos”, do inglês Timberland Investment Management Organizations, deve crescer no Brasil, na esteira da expansão de demanda por madeira e da reconhecida competitividade do país na área florestal. Conforme projeção dessa indústria, que ainda dá os primeiros passos no país, pelo menos R$ 4 bilhões em aportes deverão vir pelas mãos de investidores institucionais nos próximos cinco anos. Recentemente, os grupos Suzano , Klabin e Irani firmaram operações com fundos dessa natureza.
Somente no Paraná, segundo a consultoria Consufor , especializada em negócios de base florestal, mais de 50 mil hectares estão em análise por fundos de investimento e há a expectativa de que negócios sejam fechados no primeiro semestre de 2010. No Brasil, estima-se que as terras em negociação somem aproximadamente 200 mil hectares de área plantada, distribuídas em oito Estados, e há projetos em andamento para novos plantios, em parceria com indústrias do setor florestal ou não.
Os nomes das empresas e fundos envolvidos são mantidos em sigilo. “Todas as timos que atuam aqui estão em busca de mais negócios e outras devem desembarcar no país”, diz uma fonte que não quer ser identificada. Nederson de Almeida, sócio da Consufor, afirma que o setor madeireiro passa por um momento único, depois de enfrentar dificuldades nos últimos anos por causa de câmbio e de queda nas exportações.
Segundo ele, os fundos de pensão veem as florestas como investimento atrativo, de baixo risco e retorno seguro no longo prazo. “2010 deve ser um ano aquecido”, prevê. Neste semestre, Funcef e Petros injetaram R$ 550 milhões no Florestal Fundo de Investimentos em Participações (FIP), que pertence à Florestal Investimentos Florestais . A companhia tem como sócios a J&F Participações , que controla a JBS Friboi , e o empresário Mário Celso Lopes. A meta da Florestal, diz Lopes, é ater 215 mil hectares de florestas de eucalipto em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Segundo o principal executivo e um dos fundadores da Brazil Timber , José Leal, além dos fundos de pensão, outras fundações e seguradoras também são investidoras tradicionais desse mercado no exterior. “Há um crescente interesse do investidor pessoa física com patrimônio elevado”, acrescenta. A Brazil Timber, diz Leal, foi a primeira companhia de capital nacional no setor e gerencia, atualmente, US$ 230 milhões em ativos florestais, valor que deverá duplicar em 2010 e novamente duplicar em 2011. “O Brasil está na moda e as florestas estão na moda. Floresta é hoje o sonho de consumo do investidor de longo prazo”, garante.
A atuação das timos é antiga nos Estados Unidos e Europa, mas relativamente nova no Brasil. As primeiras aquisições feitas aqui ocorreram no Paraná e em Santa Catarina nos últimos 10 anos. “Hoje, as oportunidades não são tão abundantes como antes e os negócios estão se expandindo para outros estados, como Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul”, explica Almeida. Ele acrescenta que, antes, o interesse era focado em pinus, em florestas existentes, mas fazendas de eucalipto e novos plantios passaram a ser avaliados de três anos para cá.
O caso mais recente negócio envolvendo uma timo ocorreu na semana passada, quando a Suzano Papel e Celulose acertou a venda, por R$ 311 milhões, de cerca de 50 mil hectares de terras em Minas Gerais. Inclui 13 mil hectares de eucalipto que passaram para as mãos de dois fundos estrangeiros. A companhia vendeu ativos não operacionais, que não serviriam de base para futuras expansões nem para suprir suas fábricas atuais.
De acordo com o diretor de relações com investidores, novos negócios e estratégia da Suzano, André Dorf, trata-se de uma indústria nascente no país, que vai fomentar o mercado secundário de madeira. “Tanto o setor de celulose quanto outras indústrias que usam madeira serão atendidos. O primeiro impacto é a maior disponibilidade do produto”, afirma. Ele pontua que a Suzano não avalia no momento outras operações nos moldes da firmada com os fundos Mata Mineira Investimentos Florestais e Fazenda Turmalina Holdings .
Outra transação foi feita em setembro, quando a Celulose Irani informou que vendeu 3,2 mil hectares de terras com florestas de pinus em Caçador (SC), por R$ 27,5 milhões. Quem gerencia essa floresta agora é a GFP, o maior e mais antigo fundo em atuação do Brasil. Numa variação desse tipo de parceria entre indústria e investidores, a Klabin , maior fabricante brasileira de papéis para embalagens, iniciou neste semestre o plantio de florestas junto com um fundo europeu. O contrato prevê aporte inicial de US$ 20 milhões do parceiro e US$ 5 milhões dela, que também entrou com a tecnologia florestal.
Reinoldo Poernbacher, diretor-geral da Klabin, disse que contribuiu para o desenvolvimento desse modelo de negócio a queda da taxa de juros e do risco Brasil, que antes levavam os investidores estrangeiros a pedir taxas de retorno muito elevadas. Isso inviabilizava as parcerias. No longo prazo, investidores poderão responder por 20% da sua base florestal, ante 20% de fomento e 60% de área própria.
Para o analista Leonardo Alves, da Link Corretora , o modelo de parceria com fundos parece mais interessante às produtoras de papel do que para as fabricantes de celulose, que têm na área florestal um importante fator de rentabilidade. “As empresas de celulose investem pesadamente na genética das florestas porque elas são estratégicas do ponto de vista de margens”, aponta. Os produtores brasileiros já contam com a vantagem do ciclo bem mais curto do eucalipto relativamente às florestas cultivadas no Hemisfério Norte.

Valor Econômico, Marli Lima e Stella Fontes, de Curitiba e São Paulo

quinta-feira, dezembro 24th, 2009 | Author: admin

Canada’s forest industry has been hit hard by the recession. Now increasing efforts could resurrect the industry as it branches out to renewable energy.
Dimethyl ether, or DME is a mixture of hydrogen and carbon monoxide that can be produced from biomass, natural gas or coal. DME has the potential to replace diesel fuel because it produces 95% fewer greenhouse gases, no soot, low levels of nitrogen oxide and no sulphur dioxide.
Calgary-based GV Energy is proposing to build a biorefinery to produce DME in Terrace, British Columbia. It will use wood fibre collected from the forests around Terrace. It signed a tentative agreement with Terrace in November in which the city set aside a 100-hectare site in an industrial park for the biorefinery, which is to use up to 3,000 m3 of wood fibre a day. The process would turn the fibre into a gas to make methanol, which would then be converted into DME.

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sábado, dezembro 12th, 2009 | Author: admin

Na COP15, em Copenhague, representantes do governo brasileiro negociavam na sexta-feira 11/12/2009, o mecanismo REDD - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal - que poderá permitir ao País ganhar US$ 1,5 bi por ano salvando florestas.
A floresta em pé nunca valeu tanto. Cada hectare conservado de mata nativa pode significar menos gases causadores do efeito estufa (GEE) lançados na atmosfera. O mecanismo REDD funciona por meio da remuneração de emissões evitadas de carbono. O objetivo é recompensar países que coíbam o desmatamento.
O Brasil tem tudo para ser a bola da vez, até porque quase dois anos antes da COP15 lanou o Fundo Amazônia, com a meta de preservar a maior floresta tropical do planeta, cuja queima responde por 1,5% dos GEEs emitidos no planeta todo ano.

Curioso contraste

No mesmo dia 11 de dezembro de 2009, reportagem do jornal Folha de São Paulo revelava a anistia que o presidente Lula decidiu oferecer aos desmatadores.  “Além de adiar até 2012 a punição de desmatadores, o presidente Lula decidiu suspender a cobrança de multas aplicadas aos proprietários rurais que respeitarem o limite de corte de vegetação nativa em suas terras”, informa reportagem de Marta Salomon na Folha de S. Paulo.
A anistia faz parte do programa Mais Ambiente, resposta de Lula à pressão dos ruralistas. O valor da anistia é estimado em R$ 10 bilhões, similar à despesa, por ano, do Bolsa Família.
As punições deveriam ter entrado em vigor no ano passado, mas até junho de 2011 não haverá nenhuma punição. A partir daí, irregularidades serão notificadas e, depois, cobradas na forma de multa.  O decreto presidencial que determina a anistia seria publicado na edição de 11.12.2009 do “Diário Oficial da União”.
O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) reagiu à anistia aos produtores multados. “Se for isso, vou pedir para mudar, o acordo não era esse, isso vai ter de ser corrigido.”

País pode ganhar US$ 1,5 bi por ano salvando florestas
-
O Estado de S.Paulo, 11.12.2009

Tesouro perderá R$ 10 bilhões com anistia a desmatador
- Folha de S.Paulo, 11.12.2009

quarta-feira, julho 08th, 2009 | Author: admin

Conflict between companies that profit from forests and local people who depend on them could be tackled by industry-led approaches, but too few companies use them, says a report published on July 8th, 2009,  by The Forests Dialogue (TFD), an international group of forest experts from business, environmental, academic and human rights groups.
The report, written for TFD by the International Institute for Environment and Development (IIED), urges companies to take the lead in resolving existing conflicts and preventing new ones from arising.
Conflict in the forest sector is common and can range from wars of words to serious acts of violence. It most often follows disputes over rights to land and resources but can also arise over conservation priorities, pollution, and access to benefits from the sector. Conflict is a lose-lose situation. For local communities it means diminished livelihoods and worse, and for the private sector it increases costs and risks.
“Most companies in the forest sector have no formal systems to address conflict, despite there being clear ethical and business cases for doing so,” says Emma Wilson, a senior researcher at IIED and author of the report. “Forest certification schemes often require companies to have systems for local stakeholders to raise grievances, but very few companies are certified and those that are tend to have systems that are ad hoc or in their early pilot stages.”
The report shows that while company-led approaches for avoiding and managing conflict in the forest sector do exist, they are rarely used to their full potential. It calls for a range of mechanisms and flexible, locally tailored approaches to address conflicts.
“This report draws on established best practice to show how companies can take the lead in resolving conflicts and pursuing fair and equitable outcomes,” says TFD co-leader Stewart Maginnis, of International Union for the Conservation of Nature. “It shows that even where national legislation to protect poor people’s rights is woefully inadequate, private sector relations with local communities do not have to be held hostage to the lowest common denominator but can live up fully to the aspirations of good corporate social responsibility.”
The report calls for more industry-wide sharing of experience and knowledge, and the development of broadly applicable means of resolving conflicts.
“Sustainable companies invest for the long term, so they have a broader perspective than the average company on who their major stakeholders are and a deeper interest in understanding and accommodating local expectations and concerns,” says TFD co-leader James Griffiths, who heads the sustainable forestry programme at the World Business Council for Sustainable Development (WBCSD). “This report – which features several WBCSD member companies - can help share best practice within the sector, while clarifying the respective roles of companies and other stakeholders, like government, in address existing conflicts or avoiding future ones.”
The report acknowledges that companies will not be able to do this alone. It urges companies to build effective, equitable and lasting relationships with groups that are directly affected by forestry operations – including indigenous peoples, forest owners and user groups, unions, other businesses, civil society organisations, community leaders and government – in order to address environmental and social concerns. To be effective, companies also need supportive local policies and laws. The report highlights the potential for good practice in company-led approaches to influence the local policy environment through demonstration.
“Enduring conflicts between forest peoples and forestry companies have been one of the main barriers to good relations between corporations and communities,” says Marcus Colchester, Director of the Forest Peoples Programme, a human rights group.
“As this report stresses, conflicts may be rooted in the lack of recognition of customary rights in national laws and policies but such conflicts can be resolved by companies going the extra mile. Better though if governments provide a fairer basis in the first place.”
The report notes that some conflicts can only partially be addressed by voluntary corporate approaches, especially if they are deeply rooted in historical land use and land reform processes. Such conflicts may be addressed most effectively through reform of policy and the practices of governments and bureaucracies.
TFD members are drawn from organisations such as the International Tropical Timber Organization, World Bank, International Institute for Environment and Development, World Business Council for Sustainable Development, International Union for the Conservation of Nature, Forest Peoples Programme and International Alliance of Indigenous and Tribal Peoples of the Tropical Forests. Members of TFD participate as individuals, not organisational delegates.

International Institute for Environment and Development - IIED

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quinta-feira, junho 11th, 2009 | Author: admin

O tema energia e as soluções para setor esteve em debate em Belo Horizonte (MG), durante o 1° Congresso Brasileiro sobre Florestas Energéticas

Com uma solenidade de abertura envolvendo todos os setores de geração de energia a partir de biomassa florestal do Estado, a capital mineira tornou-se palco de discussão sobre florestas plantadas, seus mitos e as novas tecnologias para o segmento.
A promoção do evento foi uma parceria entre Embrapa e Governo de Minas Gerais, com a realização da Embrapa Florestas (Colombo/PR), Embrapa Agroenergia (Brasília/DF) e Sociedade de Investigações Florestais (SIF).
O principal objetivo do congresso foi o de inserir o tema ‘Florestas Energéticas’ no cotidiano do brasileiro, principalmente no de formadores de opinião, criando um fórum nacional para discussão dos plantios florestais para a geração de energia.
O Brasil possui, aproximadamente, cinco milhões de hectares de florestas plantadas, das quais 64% são florestas de eucalipto presentes em pouco mais de quinhentos municípios brasileiros. “Estes plantios são a base de sustentação das atividades industriais, sendo eles os maiores responsáveis pelo abastecimento de madeira para diversos segmentos produtivos, com destaque para o setor de celulose e papel, siderúrgico e atividades dependentes de energia de biomassa.” A afirmação é de Antônio Belotte, pesquisador da Embrapa Florestas (Colombo/PR) e presidente do 1° Congresso Brasileiro sobre Florestas Energéticas.
Destinado a produtores florestais, empresas e técnicos que atuam na área florestal e em tecnologia de conversão de biomassa em energia, diretores e gerentes de empresas com programas de diversificação de usos da madeira, o 1º Congresso Brasileiro sobre Florestas Energéticas será subdivido em quatro temas: ‘Silvicultura e produção de biomassa’; ‘Inovações tecnológicas dos processos de conversão’; ‘Derivados energéticos de alto valor agregado - novas tecnologias’; e ‘Sustentabilidade ambiental, social e econômica’. Poderão participar também prestadores de serviços, pesquisadores, professores e estudantes com atuação ou interesse na cadeia produtiva da madeira com finalidade energética, além de técnicos de instituições públicas, de financiamento e fomento ao desenvolvimento tecnológico.

Aumentar o percentual da biomassa na matriz energética brasileira

No Brasil, 31,5% de toda a energia produzida são provenientes de biomassa, seja ela florestal ou gerada pela cana-de-açúcar. Nesse contexto, o desafio dos pesquisadores da Embrapa Florestas é elevar esse percentual.
O país ocupa a terceira posição na lista dos maiores consumidores de biomassa para a produção de energia, depois da China e da Índia. O pesquisador da Embrapa Florestas afirma que os 20 países mais ricos do mundo produzem apenas 6,7% de biomassa em sua matriz energética. “Se considerarmos o mundo todo, temos um valor em torno de 11,7%. E o Brasil tem 31,5%. É uma diferença bastante expressiva.”
Os pesquisadores da Embrapa Florestas desenvolvem o Projeto Florestas Energéticas na Matriz de Agroenergia Brasileira, do qual participam 130 pesquisadores de mais de 70 instituições. O objetivo é desenvolver alternativas ao uso de fontes energéticas tradicionais não renováveis, com a biomassa de plantações florestais, de modo a contribuir para a expansão da matriz energética de forma sustentável.
“São energias renováveis, que nós chamamos de energia limpa, em substituição ou, pelo menos, com a meta de diminuir o uso de energias de fontes não renováveis, como as originárias do carvão mineral, do petróleo”, explica Bellote.
Além de aumentar a produção de matéria-prima, a Embrapa Florestas procura fazer com que os processos de carbonização atualmente usados no Brasil sejam mais limpos e gerem menos resíduos.
Os pesquisadores atuam também no desenvolvimento de novas tecnologias, entre as quais a produção de etanol da madeira, o bio-óleo, que são produtos de alto valor agregado, conhecidos como energia de segunda geração.
O quarto desafio do projeto é fazer com que a cadeia produtiva seja sustentável do ponto de vista econômico e social e ambientalmente adequada.
As florestas energéticas são definidas como produtoras de energias renováveis.
“O balanço de carbono nelas é nulo. Eu produzo uma biomassa e quando a queimo, faço uma emissão de carbono. Mas, para queimar de novo, eu tenho que seqüestrar esse carbono através da formação de uma nova floresta. Então, nós temos um ciclo.”

domingo, maio 31st, 2009 | Author: admin

Experiências de 1.652 municípios serão relatadas em livro

O Ministério do Meio Ambiente vai fazer um levantamento de como estão caminhando as Agendas 21 locais no Brasil – ações em nível municipal voltadas para o desenvolvimento sustentável. O objetivo da pesquisa, após cerca de sete anos da implantação da maioria das iniciativas, é saber quais foram os resultados obtidos até agora, e divulgar as experiências positivas. Os questionários devem começar a ser distribuídos em junho e a expectativa é que as respostas cheguem em até três meses. A partir do resultado, o governo pretende publicar um livro, previsto para setembro de 2009, e um vídeo, que deve sair em novembro deste ano.A Agenda 21 é um documento produzido em 1992 durante a CNUMAD (Conferência da ONU para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento) no Rio de Janeiro. A conferência, que ficou conhecida por Rio-92, estabeleceu uma série de diretrizes para viabilizar a sustentabilidade no mundo, tanto ambiental, quanto social e econômica. A partir deste acordo, cada país ficou responsável por desenvolver uma Agenda 21 Nacional (concluída em 2002 no Brasil), que considerasse as especificidades das nações para estabelecer metas. O acordo também previa a criação de Agendas 21 locais, de âmbito geralmente municipal, através de Fóruns de Agenda 21 em cada local.São estas iniciativas que serão pesquisadas pelo ministério. O levantamento será feito com todas as ações conhecidas, por meio do envio de um questionário aos fóruns locais. Os dados oficiais disponíveis hoje no IBGE, de 2002, indicam a existência de agendas em 1.652 municípios. Entretanto, depois de 2002, muitos municípios implantaram uma Agenda 21 local, afirma Igor Fonseca, um dos técnicos do ministério responsáveis pela pesquisa.
Todas as ações não computadas oficialmente, mas das quais o ministério tem conhecimento, serão contempladas pela pesquisa. O órgão, no entanto, ainda não soube informar quantas serão, no total, as localidades para onde enviará os formulários. Os fóruns que não receberem o questionário podem ainda baixá-lo pelo site do ministério, onde deve estar disponível a partir da semana de 1º de junho. Igor explica que o ideal é que o questionário seja respondido em uma reunião do fórum local. Porém, se não for possível, a recomendação é que cada um dos atores que participam ou participaram da agenda 21 no município respondam as questões

Livro e vídeo

A expectativa é de que todos os questionários sejam enviados até final de julho, para então se iniciar a organização do livro e do vídeo sobre os resultados. O livro (que já tem título: “Experiências de Agendas 21 no Brasil”) vai trazer tanto os resultados quantitativos da pesquisa, quanto qualitativos. A primeira parte deve mostrar quantos municípios tiveram um determinado tipo de impacto relacionado à Agenda 21. Os impactos serão divididos em categorias que vão desde mudanças realizadas na educação e na gestão ambiental local, até o fortalecimento de instituições públicas.A segunda parte do livro será voltada para casos de locais específicos. Pretende-se aqui selecionar os cem municípios com as melhores experiências de Agenda 21 para que escrevam um texto descrevendo como os resultados aconteceram “A idéia é mostrar como isso [os bons resultados] se deu e disseminar as boas práticas”, define Fonseca. O vídeo produzido a partir da pesquisa tem objetivo semelhante a esta segunda parte do livro. A previsão é de que ele divulgue os cinco melhores casos de Agenda 21 no país.
Tanto o livro quanto o vídeo serão enviados para Fóruns de Agenda 21 já existentes, prefeituras e bibliotecas e ficarão disponíveis para download no site do ministério.

Piloto

Apesar de a pesquisa ainda não ter começado, o questionário a ser enviado para os fóruns locais já foi aplicado em caráter de experiência em três municípios — Marcelândia, Alta Floresta e Sorriso, todos no Mato Grosso. Os resultados são animadores. Em Marcelândia, por exemplo, uma das cidades que mais desmatam, houve uma redução de 96% nas queimadas, em relação a 2006 (pior ano de queimadas no município). Lá ainda foi criada uma Unidade de Conservação e houve ainda o fortalecimento de algumas instituições públicas.
As instituições também se desenvolveram em Alta Floresta, onde a agenda auxiliou a criação de uma Secretaria de Meio Ambiente, antes inexistente. A cidade também se destacou pelo programa de tratamento de lixo urbano, implementado em parceria com ONG’s. Sorriso foi o município que teve resultados mais tímidos dos três. Porém, mesmo assim, desenvolveu campanhas contra queimadas, promoveu o plantio de árvores e mostrou um aumento do atendimento nos postos de saúde.
Além do resultado desta experiência piloto, Fonseca afirma que o ministério está otimista. “Damos auxílio técnico e acompanhamos as iniciativas. O ministério tem uma noção de como a Agenda 21 funciona na ponta. Temos certeza de que boas experiências existem, e otimistas de que existem Agendas 21 ativas, contribuindo para ações sustentáveis”, afirma.
A pesquisa, segundo Fonseca, funcionará como um instrumento para levar estas boas práticas a público. “Vai mostrar os resultados para o Brasil inteiro. Às vezes as pessoas têm a impressão de que a Agenda 21 não está dando certo, mas nós sabemos que existem casos positivos e agora eles se tornarão públicos”, defende. Sistematizando e tornando públicas estas informações, Fonseca ainda espera que locais que não têm ainda uma Agenda 21 sejam estimulados a aderir.

PNUD - Mariana Desidério

quarta-feira, abril 22nd, 2009 | Author: admin

Em nova fase, projeto otimiza aproveitamento da floresta e pode melhorar ganhos com produção de madeira em até 30 vezes

Um projeto que atua desde 2000 na fronteira agrícola do noroeste do Mato Grosso vai passar a ajudar agricultores assentados pela reforma agrária na região a valorizar em até 30 vezes a madeira que produzem. Com o aumento nos ganhos vindos da produção já existente, a iniciativa inibe a abertura de mais espaços na Amazônia para a agricultura, preservando uma região que sofre forte pressão agropecuária.
A valorização da madeira ocorrerá na busca de parcerias para a compra de 20 serrarias portáteis, que devem atuar na transformação da matéria-prima para que não seja vendido o tronco bruto, agregando valor ao produto. Cada máquina dessas tem capacidade para atender a produção de 150 famílias por ano.
A iniciativa faz parte da nova fase do projeto Promoção de Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade nas Florestas de Fronteira do Noroeste do Mato Grosso , que atua no desenvolvimento econômico de grupos indígenas, seringueiros e pequenos agricultores com ações para a conservação da biodiversidade da região, pertencente ao bioma amazônico. A ação, que atende a 2.500 famílias, tinha o final previsto em 2009, mas, em março, decidiu-se que seria prorrogada até 2010.
“O objetivo é replicar [as ações já realizadas], é ser revertido para políticas públicas”, define Paulo César Nunes, um dos coordenadores do PNUD no trabalho. Plácido Costa afirma ainda que está em elaboração um projeto de continuidade, “para que os grupos [beneficiados] sejam protagonistas, possam trabalhar com uma autogestão, e as associações de indígenas e agricultores sejam as agências executoras.”

Novos campos
Além do trabalho com madeira, o projeto também pretende ampliar uma de suas principais áreas de atuação junto aos beneficiados: a valorização da extração de castanha do Brasil (também conhecida como castanha do Pará) nas reservas indígenas e nos assentamentos.
Até 2010, a meta será trabalhar na instrução de integrantes das aldeias e assentamentos para otimizar o cultivo, para que “quando o projeto acabar, fique a capacidade técnica para estes povos”, explica Plácido Costa, integrante da equipe do PNUD na ação.
Outra ação prevista para a nova fase, voltada especificamente para os índios rikbaktsa, é a construção de um site para dar mais visibilidade às “jóias da floresta” (bijuterias feitas com recursos da Amazônia). Costa diz que a extração da castanha é uma atividade majoritariamente masculina nas aldeias indígenas. “As mulheres acharam o nosso trabalho com a castanha muito legal, mas perguntaram ‘E a gente, como fica?’”, conta. O site chega para trabalhar com produtos feitos pelas mulheres. “O ponto principal é que elas estão se organizando”, explica.

Conquistas
Em seus nove anos de existência, o programa realizou a ampliação de unidades de conservação na região — que, por sofrer forte pressão agropecuária, tem importância estratégica para a preservação da Amazônia. Além disso, incentivou atividades econômicas que valorizam a floresta em pé (chamados de sistemas agroflorestais), principalmente nas áreas de corredor ecológico (regiões que ficam entre uma unidade de conservação e outra e são importante para a livre circulação das espécies e a troca genética). Os recursos para realizar as ações vem do GEF (Global Environment Facility). Elas são executadas pelo PNUD em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso.
A iniciativa otimizou em algumas regiões os processos para a extração e colheita da castanha na época certa e o beneficiamento do produto, fazendo com que o preço final dela passasse de R$ 0,35 o quilo para R$ 2,10 (hoje, o valor está em R$ 1,60 em razão das variações do mercado). Outros produtos valorizados, como o palmito de pupunha, também foram introduzidos na produção agrícola dos pequenos produtores. Assim como a valorização da madeira, o objetivo aqui é que eles melhorem seus rendimentos, usando o mesmo espaço para a agricultura.
O maior mérito do projeto, para Plácido Costa foi “sair da teoria e conseguir construir caminhos, mostrar que a floresta em pé tem seu valor na geração de renda. Antes, a reserva legal era vista como um obstáculo para os agricultores, porque a lógica era derrubar as árvores para plantar. Os índios nos falam ‘Antes, meus filhos iam trabalhar na terra dos fazendeiros, agora eles trabalham na minha terra’”.

Inclusão
O projeto pretende ainda fazer um monitoramento de como a verba do ICMS ecológico (imposto recebido pelos municípios do Mato Grosso que têm unidades de conservação) está sendo usada pelas prefeituras, assim como identificar os produtos não madeireiros que podem ser extraídos da Reserva Extrativista Guariba Roosevelt (uma das que foram ampliadas com os trabalhos dos anos anteriores), entre outras ações.
Outra ação, que ocorre paralelamente aos trabalhos, é a transformação do antigo Conselho Gestor do projeto em representante do Território do Vale do Juruena no programa Territórios da Cidadania do governo federal.
O conselho é composto por associações de trabalhadores, cooperativas, representantes do poder público, de agências do governo federal e estadual e do INCRA, e já foi “promovido” a consórcio intermunicipal, o que lhe deu o direito a receber recursos diretamente do governo do Estado. Agora, o mesmo grupo será o representante do Território do Vale do Juruena, e receberá recursos do governo federal, o que viabiliza ainda mais a auto-suficiência das atividades implantadas na região. Este ponto exemplifica bem as metas atuais de levar autonomia para os agentes locais e é fruto do “capital social que o projeto levou para a região”, define Nunes.

Mariana Desidério - PNUD Brasil

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sábado, abril 18th, 2009 | Author: admin

O professor Osvaldo Stella Martins, pesquisador do Centro Nacional de Referência em Biomassa (Cenbio) do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) da Universidade de São Paulo (USP), apresentará, no dia 27 de abril, em São Carlos, a palestra “Mudanças climáticas: o papel do Brasil”.
O evento, gratuito, faz parte do programa “Ciência às 19 horas”, um ciclo mensal de palestras de divulgação científica dirigido ao público em geral. A promoção é do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP e a coordenação é do professor Luiz Agostinho Ferreira.
Martins falará sobre o potencial brasileiro para contribuir com o controle do aquecimento global.  Segundo ele, existe hoje um cenário que permite que o país se desenvolva aproveitando o pagamento pelos serviços ambientais e manutenção da floresta em pé.
Mais informações: www.ciencia19h.ifsc.usp.br