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terça-feira, janeiro 12th, 2010 | Author: admin

Onde termina a floresta e começa o cerrado? No Mato Grosso, o limite entre os dois biomas observados nas imagens de satélites foram confirmados em campo pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em novembro, mais de 7.500 quilômetros foram percorridos por pesquisadores da Divisão de Sensoriamento Remoto para verificação do limite cartográfico e espectral, de acordo com a metodologia desenvolvida pelo Projeto Panamazônia 2.
A metodologia do Panamazônia adota um modelo adequado a mapeamentos baseados em imagens obtidas por diferentes sensores em épocas distintas. Foram utilizados mosaicos MSS-Landsat de 1980, Geocover de 1990 e 2000, e Modis de 2007. As imagens foram editadas no software Spring, que produziu o banco de dados com a seguinte classificação: floresta, desflorestamento, rebrota, cerrado, desmatamento, regeneração, queimada e hidrologia.
Esta metodologia de mapeamento é aplicada a todos os estados da Amazônia Legal Brasileira e deve ser transferida aos demais países da região por meio da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (Otca), ligada ao Ministério de Relações Exteriores (MRE). “Os mapas gerados têm alta qualidade cartográfica uma vez que se baseiam em produtos ortorretificados”, diz Paulo Roberto Martini, coordenador do Projeto Panamazônia 2.
O trabalho de campo realizado em novembro deu ênfase à região nordeste do Mato Grosso, principalmente às áreas ao longo do rio Araguaia e cabeceiras do Xingu. Segundo Martini, a próxima etapa se dedicará às cabeceiras do rio Tapajós.
A separação entre floresta e cerrado foi observada claramente no município de Cascalheira, por exemplo, no alto da Serra do Roncador bem como no degrau topográfico ao norte de Paranatinga. “O limite em Cascalheira se caracteriza pelo fato dos cerrados secarem na época de estiagem enquanto a vegetação de porte florestal permanece verde. O limite em Paranatinga já obedece à topografia: na parte alta do degrau o domínio é florestal enquanto que na parte baixa é predominante a savana”, explica o pesquisador do Inpe.

Ministério da Ciência e Tecnologia

domingo, dezembro 27th, 2009 | Author: admin

Mais da metade das pastagens da Amazônia está em processo de degradação. É o que indica uma estimativa feita pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que mostra que a recuperação das forrageiras na região é a alternativa para manter a competitividade da pecuária, sem elevar os índices de desmatamento.

Pesquisas voltadas à recuperação de pastagens foram apresentadas no II Rondônia Leite, evento que reuniu especialistas de todo o país, realizado no mês de novembro, em Rondônia.

“É preocupante a degradação de pastagens, não apenas na Amazônia, mas em todo o país”, salienta Marcos Roveri, diretor-executivo da Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras Tropicais (Unipasto). “O apoio do governo em programas de recuperação de áreas degradadas, hoje estimadas em 70 milhões de hectares, é um ótimo caminho para contribuir com a cadeia produtiva e, ao mesmo tempo, preservar o meio ambiente”, destaca Roveri.

Fatores naturais fazem da região Amazônica um importante pólo para a agropecuária e para o desenvolvimento de pastagens. O clima que combina temperaturas elevadas com um alto volume de chuvas é bom para o crescimento de forrageiras. Porém, como alerta Carlos Maurício Soares, pesquisador da Embrapa Acre, é importante recuperar a área quando ela se tornar improdutiva. A presença de fungos, a falta de manutenção do solo, o elevado número de animais por região de pastagem e as cigarrinhas, praga das forrageiras, são as principais causas de degradação.

Não existe uma fórmula certa para a recuperação das áreas de forrageiras, segundo Soares. Cada região precisa ser analisada para verificar as causas da degradação. É necessário que se faça um manejo adequado do solo e que as origens do problema sejam eliminadas, caso contrário a área pode continuar improdutiva.

O sistema de produção a pasto coloca o Brasil em uma posição privilegiada e competitiva juntos aos mercados internacionais. “O problema da degradação da pastagem precisa ser mais bem entendido por todos, para que o sistema seja produtivo e ao mesmo tempo sustentável”, adverte Roveri. “A recuperação das áreas evita que novas regiões sejam abertas para o pasto e, com isso, preservam o meio ambiente”, completa.

A Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras Tropicais (Unipasto) é uma associação composta por empresas e produtores de sementes de forrageiras distribuídos pelos Estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo. A entidade foi criada em 2002 a partir da parceria junto à Embrapa, com o objetivo de apoiar financeiramente a pesquisa no desenvolvimento de novas cultivares de forrageiras tropicais.

sábado, dezembro 12th, 2009 | Author: admin

Na COP15, em Copenhague, representantes do governo brasileiro negociavam na sexta-feira 11/12/2009, o mecanismo REDD - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal - que poderá permitir ao País ganhar US$ 1,5 bi por ano salvando florestas.
A floresta em pé nunca valeu tanto. Cada hectare conservado de mata nativa pode significar menos gases causadores do efeito estufa (GEE) lançados na atmosfera. O mecanismo REDD funciona por meio da remuneração de emissões evitadas de carbono. O objetivo é recompensar países que coíbam o desmatamento.
O Brasil tem tudo para ser a bola da vez, até porque quase dois anos antes da COP15 lanou o Fundo Amazônia, com a meta de preservar a maior floresta tropical do planeta, cuja queima responde por 1,5% dos GEEs emitidos no planeta todo ano.

Curioso contraste

No mesmo dia 11 de dezembro de 2009, reportagem do jornal Folha de São Paulo revelava a anistia que o presidente Lula decidiu oferecer aos desmatadores.  “Além de adiar até 2012 a punição de desmatadores, o presidente Lula decidiu suspender a cobrança de multas aplicadas aos proprietários rurais que respeitarem o limite de corte de vegetação nativa em suas terras”, informa reportagem de Marta Salomon na Folha de S. Paulo.
A anistia faz parte do programa Mais Ambiente, resposta de Lula à pressão dos ruralistas. O valor da anistia é estimado em R$ 10 bilhões, similar à despesa, por ano, do Bolsa Família.
As punições deveriam ter entrado em vigor no ano passado, mas até junho de 2011 não haverá nenhuma punição. A partir daí, irregularidades serão notificadas e, depois, cobradas na forma de multa.  O decreto presidencial que determina a anistia seria publicado na edição de 11.12.2009 do “Diário Oficial da União”.
O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) reagiu à anistia aos produtores multados. “Se for isso, vou pedir para mudar, o acordo não era esse, isso vai ter de ser corrigido.”

País pode ganhar US$ 1,5 bi por ano salvando florestas
-
O Estado de S.Paulo, 11.12.2009

Tesouro perderá R$ 10 bilhões com anistia a desmatador
- Folha de S.Paulo, 11.12.2009

sábado, dezembro 12th, 2009 | Author: admin

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, lançaram em Marabá o Programa Boi Guardião, que promete conter o avanço do desmatamento causado pela pecuária na Amazônia.
O projeto piloto abrangerá cerca de 19 mil propriedades rurais de seis municípios paraenses: Marabá, Eldorado dos Carajás, Água Azul do Norte, Ourilândia do Norte, Tucumã e São Félix do Xingu.
Essas fazendas, que de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) abrigam rebanho de quase 4 milhões de cabeças de gado, foram georreferenciadas, ou seja, tiveram suas coordenadas obtidas por meio de GPS (Global Positioning System), receberão Guias de Trânsito Animal (GTA) Eletrônica e serão monitoradas.
Para garantir a eficiência do programa, o governo federal vai cruzar, eletronicamente, os dados de georreferenciamento das fazendas com os de desmatamento na Amazônia. Se uma dessas propriedades estiver derrubando árvores ilegalmente, será identificada. Por outro lado, a ideia é que o pecuarista que respeitar o programa, terá mais credibilidade e mais mercados para a carne que produz.
“Uma equipe dentro do Inmet [Instituto Nacional de Meteorologia], com gente da Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária], tira e analisa a primeira fotografia agora. Em julho, tira outra que é capaz de detectar desmatamento a partir de 1 hectare”, disse o ministro à Agência Brasil.
Segundo ele, a meta dos governos federal e estadual é que o Programa Boi Guardião cubra todo o estado do Pará até o fim de 2010. O leste e o sul do estado foram escolhidos para o início do projeto por serem as regiões mais críticas em relação ao avanço do desmatamento para a criação de gado.
Stephanes disse ainda que, além do Pará, até o fim de 2011 será possível cobrir os estados de Rondônia e de Mato Grosso, usando a mesma metodologia aplicada nas propriedades rurais paraenses. “A partir de julho do próximo ano, começamos a trabalhar o Mato Grosso e Rondônia, de tal forma que daqui a dois anos se tenha toda essa área coberta com o programa”, afirmou.
Segundo a governadora Ana Júlia Carepa, apesar de o projeto piloto lançado ontem começar com 19 mil fazendas, o estado já tem mais de 50 mil propriedades rurais georreferenciadas, e pretende chegar a 80 mil até o fim do ano.
Além dos governos federal e estadual, o programa tem outros parceiros, como a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), os frigoríficos Bertin e JBS-Friboi, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Pará (Faepa), o Inmet e a Embrapa.
A ideia do programa ganhou força depois que, em junho deste ano, três grandes redes de supermercados - Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart - decidiram suspender a compra de carne de 11 frigoríficos localizados em áreas apontadas pelo Ministério Público Federal (MPF) no estado como de desmatamento.

Agência Brasil

terça-feira, dezembro 08th, 2009 | Author: admin

O surgimento de duas oportunidades históricas pode diminuir e até mesmo acabar com o processo de desflorestamento na Floresta Amazônia. A constatação está no artigo “O fim do desmatamento na Amazônia brasileira” , publicado por cientistas do Brasil e dos Estados Unidos em uma seção sobre políticas de ciência da nova edição da revista científica Science.

O estudo foi feito por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), dos grupos Aliança da Terra, Environmental Defense Fund (EUA) e Woods Hole Research Center, e das universidades da Flórida (EUA), Rey Juan Carlos (Espanha), Federal de Minas Gerais e Federal do Pará.

O artigo ressalta que o Brasil diminuiu o nível de desmatamento em 64% desde 2005. E que se o Brasil pusesse fim ao desmatamento da região, as emissões globais de CO2 cairiam entre 2% e 5% em relação aos níveis atuais.

Para acabar com o desmatamento da Amazônia entre 2010 e 2020, os pesquisadores estimaram que os custos de um programa incluindo apoio a comunidades locais e melhoria no gerenciamento na fiscalização de áreas protegidas seria de US$ 7 bilhões a US$ 18 bilhões.

Entre os benefícios haveria a diminuição das emissões de CO2, redução nas queimadas, na poluição do ar, em enchentes e na perda da biodiversidade.

Os cientistas usaram um modelo econômico da região da Amazônia que estima a expansão da atividade agropecuária na região ao longo dos anos. “Nossos modelos econômicos integram a melhor informação disponível em solos, estradas e custos de produção para capturar a lógica econômica dos fatores que lideram o desmatamento na Amazônia”, escreve Britaldo Soares Fillho, da UFMG, um dos autores do artigo da Science.

A pesquisa também sugere medidas que o governo brasileiro deveria tomar para reduzir o desmatamento, como o apoio a pequenas comunidades florestais que fazem exploração sustentável do ambiente, benefícios a pecuaristas e fazendeiros que não desmatam, melhora nas leis ambientais e de segurança e investimento em áreas de proteção.

Para Daniel Nepstad, um dos autores do artigo, pesquisador do Woods Hole Research Center (EUA), da Universidade Federal do Pará e do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, “forças do mercado e a vontade política do Brasil estão formando uma oportunidade sem precedentes para pôr fim ao desmatamento na Amazônia brasileira com 80% da floresta ainda de pé”.

Nepstad e seus colegas discutem as duas oportunidades que não podem ser perdidas. A primeira é o compromisso do governo federal brasileiro, anunciado em 2008, de reduzir o desflorestamento na Amazônia em 80% até 2020. Iniciativa que conta com apoio das Nações Unidas e da Noruega, que se comprometeu a doar até US$ 1 bilhão para o Fundo Amazônia.

Gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o fundo tem por finalidade captar doações para investimentos não-reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas no bioma amazônico.

A segunda oportunidade, segundo os autores, são as mudanças recentes nas indústrias de carne e soja, principais motores do desflorestamento amazônico, que começaram a cortar de suas cadeias produtivas empresas que lucram com o desmatamento.

“De acordo com nossa análise, esses desenvolvimentos recentes finalmente tornaram viáveis o fim do desflorestamento na Amazônia brasileira, o que poderá resultar em uma redução de 2% a 5% nas emissões globais de carbono”, destacaram os autores.

Os pesquisadores estimaram os custos de um programa de dez anos para acabar com o desflorestamento e destacaram os benefícios dessa diminuição, como redução nas queimadas, na poluição do ar, em enchentes e na perda da biodiversidade, entre outros. O custo estimado estaria entre US$ 7 bilhões e US$ 18 bilhões, incluindo apoio a comunidades locais e melhoria no gerenciamento na fiscalização de áreas protegidas.
O montante poderia ser compensado, apontam os autores, por mecanismos como a Redução de Emissões para o Desmatamento e Degradação (REDD), em negociação no tratado climático das Nações Unidas, ou o recebimento de créditos de carbono.

O artigo The End of Deforestation in the Brazilian Amazon pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org


Informações da Agência Fapesp e da BBC Brasil

sexta-feira, dezembro 04th, 2009 | Author: admin

De acordo com Centro de Sensoriamento Remoto do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), dos 177 mil km² de desmatamento detectados até 2008, somente a metade foi confirmada para o período entre 2002 e 2008, a outra parte aconteceu antes de 2002. Apesar da correção, o percentual do bioma desmatado até 2008 não foi alterado. O Cerrado já perdeu cerca de 48% de sua cobertura vegetal original.
Em nota técnica, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) afirmou que a correção dos dados contou com a colaboração de pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).O governo argumenta que a superestimativa não compromete a credibilidade das metas de redução de emissões de gases de efeito estufa – que contabilizam a queda no desmatamento do Cerrado.
“Os dados utilizados pelo governo para estimar as taxas anuais de emissão de gases de efeito estufa e para definir metas nacionais para sua redução até 2020 foram baseados nos novos dados revisados de desmatamento no bioma Cerrado”, diz a nota do governo.

Agência Brasil

domingo, novembro 22nd, 2009 | Author: admin

“Sequestro de carbono”, emissão reduzida de gases para a atmosfera, contribuição à redução do efeito estufa e do desmatamento pelo uso racional de áreas cultivadas, por exemplo, em integração lavoura pecuária. Essa é uma das principais vantagens que o agricultor pode esperar da adubação verde, segundo boletim técnico lançado recentemente pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) em parceria com a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), ambas da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.
A publicação Adubação Verde no Estado de São Paulo foi proposta pela Comissão Técnica de Agricultura Ecológica da Secretaria e o texto é de autoria dos pesquisadores Elaine Bahia Wutke, do Instituto Agronômico (IAC), Paulo Espíndola Trani (IAC), Edmilson José Ambrosano, do Pólo Apta Centro Sul e do engenheiro agrônomo Mário Ivo Drugowich da Divisão de Extensão Rural (Dextru) da Cati. Segundo os autores, a adubação verde foi incluída, a partir de 2000, em projetos específicos em microbacias hidrográficas, viabilizados pela Cati com recursos do Banco Mundial (Bird) e do Tesouro do Estado.
A técnica “foi incentivada como estratégia de aumento da cobertura do solo, de controle do escoamento superficial, de proteção ao ambiente e de otimização da produtividade agrícola sustentável. Outra evolução constatada foi a utilização de mistura ou ‘coquetel’ de gramíneas com leguminosas, objetivando mais durabilidade do material orgânico no solo e liberação dos nutrientes de forma mais sincronizada para as plantas em sucessão.”
Em 2005/2006, foi iniciado em São Paulo o convênio entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), IAC e a Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (Fundag). O trabalho é executado em pólos regionais para a produção orgânica de sementes de crotalária júncea (Crotalaria juncea L.), cv IAC-1, guandu [Cajanus cajan (L.) Millsp.] cv IAC-Fava Larga e mucuna-preta (Mucuna aterrima) cv Comum, que seriam distribuídas aos agricultores em todo o País.
Os técnicos da Apta e da Cati esperam que a utilização constante da adubação pelo menos mantenha “elevada produtividade por unidade de área, com conseqüentes melhorias no ambiente e na qualidade de vida, com manutenção e valorização dos empregos no meio rural, com contribuição efetiva na otimização do retorno econômico ao agricultor e com garantia da sustentabilidade e da biodiversidade na propriedade agrícola.”
Também prevêem “utilização adequada dos adubos verdes em aspectos de biorremediação dos solos cultivados, de caracterização e avaliação de qualidades tecnológicas e nutricionais utilizáveis na medicina, fitoterapia, fabricação de cosméticos e até como possíveis fontes energéticas renováveis.”
Outras vantagens gerais da adubação verde para o agricultor são a otimização da produtividade e do lucro na propriedade; preservação e conservação dos recursos naturais e da biodiversidade; proteção, recuperação e manutenção dos solos cultivados; ciclagem dos nutrientes, adição de nitrogênio pelas leguminosas e manutenção da matéria orgânica do solo; aproveitamento mais adequado e racional dos insumos; utilização de algumas espécies na alimentação humana e animal; efeitos de quebra-ventos ou de arborização em culturas perenes em formação; utilização como possíveis fontes energéticas renováveis, como de biodiesel, possibilitando a redução de pressão por novas áreas de produção; e utilização no controle de nematóides do solo e de plantas daninhas.

Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios

sábado, novembro 14th, 2009 | Author: admin

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, e o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, lançarão na segunda semana de dezembro o projeto piloto do programa que promete zerar o desmatamento causado pela pecuária na Amazônia.
As primeiras 19.300 propriedades rurais onde serão implantadas as Guias de Trânsito Animal (GTA) Eletrônica no estado já estão georreferenciadas

Após se reunir com Stephanes, a governadora disse que o lançamento será realizado no município de Marabá, um dos mais importantes do estado, no dia 9 ou 10 de dezembro, dependendo da confirmação de alguns compromissos de agenda. Além de Marabá, as 19.300 fazendas estão localizadas nos municípios de Eldorado dos Carajás, Água Azul do Norte, Ourilândia do Norte, Tucumã e São Félix do Xingu, mas Ana Júlia afirmou que 50 mil propriedades rurais já foram georreferenciadas no Pará e que, até o final do ano, serão 80 mil.
“O estado do Pará é hoje o que tem melhor condição de demonstrar a origem dos seus produtos, animais e vegetais, mostrando um combate concreto ao desmatamento ilegal. Hoje nós temos condição de que a pecuária no Pará gere desmatamento zero”, afirmou.
Para garantir a eficiência do programa, o governo federal vai cruzar, eletronicamente, os dados de georreferenciamento das fazendas com os de desmatamento na Amazônia. Se uma dessas propriedades estiver derrubando árvores ilegalmente, será identificada. Por outro lado, o pecuarista que respeitar o programa, terá mais credibilidade e mais mercados para a carne que produz.
Além dos governos federal e estadual, o programa tem outros parceiros, como a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), os frigoríficos Bertin e JBS-Friboi, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Federação de Agricultura e Pecuária do Pará (Feapa), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
A ideia do programa ganhou força depois que, em meados de junho deste ano, três grandes redes de supermercados - Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart - decidiram suspender a compra de carne de 11 frigoríficos localizados em áreas apontadas pelo Ministério Público Federal (MPF) no estado como de desmatamento. Somente em 2008, foram abatidos mais de 1,5 milhão de bovinos criados em propriedades rurais paraenses.

Agência Brasil

sábado, novembro 07th, 2009 | Author: admin

New study suggests that carbon dioxide emissions caused by tropical forest destruction have been significantly overestimated

Research published in the journal Nature Geoscience says the figure the Intergovernmental Panel on Climate Change presented in 2007 is an overestimate. The panel said that 20 percent of the carbon dioxide produced by human activity was caused by loss of forests in countries such as Brazil and Indonesia. Van der Werf puts the number closer to 12 percent and says the panel figures are based on an exaggerated rate of tropical deforestation and outdated information.
The carbon dioxide emissions caused by the destruction of tropical forests have been significantly overestimated, according to a new study. The work could undermine attempts to pay poor countries to protect forests as a cost-effective way to tackle global warming.
The loss of forests in countries such as Brazil and Indonesia is widely assumed to account for about 20% of all carbon dioxide produced by human activity – more than the world’s transport system. The 20% figure was published by the Intergovernmental Panel on Climate Change in 2007 and was widely quoted after being highlighted by the Stern review on the economics of the problem. It is repeatedly used by Prince Charles and others as an incentive to push efforts to include forests in carbon trading.
Curbing emissions from deforestation is one of the main issues being discussed at a UN climate meeting in Barcelona this week, before crucial talks in Copenhagen next month.
But researchers led by Guido van der Werf, an earth scientist at VU University in Amsterdam, say that figure is an overestimate and that the true figure is closer to 12%. Publishing their analysis in the journal Nature Geoscience, they say the 20% figure was based on inaccurate and out-of-date information. “It’s a tough message because everybody would like to see forests better protected and it is difficult to tell them that carbon dioxide emissions are less important than assumed. Still, the good news of lower emissions is no bad news for the forests,” said Van der Werf.
The lower figure could make it harder to agree ways to reward forest protection, he said. “If you want to put a price on carbon [in forests] then you would get less carbon for your money now.”
The study showed previous assessments exaggerated the rate of tropical deforestation. It also took into account soaring emissions from fossil fuel burning since 2000, which reduces the relative role of deforestation. The scientists say 12% is an estimate, and the figure could be between 6% and 17%, but that the original 20% figure was equally uncertain.
Van der Werf said an important finding of the research was the previously unquantified emissions from tropical peatlands, which they say could be as high as 3% of global CO2 – more than the aviation industry. “The total contribution of deforestation and peatlands is about 15% and is still a substantial contribution to global CO2 emissions, and therefore remains a significant opportunity for global CO2 reduction,” he said.

sugarcane blog
The Guardian

segunda-feira, outubro 26th, 2009 | Author: admin

Brazil wants to forge a common position among all Amazon basin countries for a global climate summit later this year, the country’s president, Luiz Inacio Lula da Silva said.

Brazil has been seeking a growing role in climate talks designed to agree upon a reduction in greenhouse gas emissions, which are blamed for global warming.

Lula was considering inviting the presidents of all Amazon states to discuss the issue on Nov. 26, he told reporters after a meeting in Sao Paulo with Colombian President Alvaro Uribe.

Brazil, one of the world’s top greenhouse gas emitters, is expected to announce its own targets for the December summit in Copenhagen by the end of this month.

Lula said Brazil, which harbors the vast majority of the Amazon rain forest, would cut deforestation 80 percent by 2020 from a 10-year average through 2005.

Other countries of the Amazon region include Bolivia, Peru, Ecuador, Colombia, Venezuela, Suriname, Guyana and French Guiana.