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quarta-feira, janeiro 27th, 2010 | Author: admin

The National Laboratory of Science and Technology of Bioethanol (CTBE), just inaugurated in the city of Campinas (State of S. Paulo), on January 22, 2010, will be the coordination center for researches on the production of bioethanol, from the plantation to the development of automotive motors.

CTBE is born from a study conceived in 2007 about the challenges for the production of ethanol in Brazil for the next 15 years.  One of its targets was to answer if it would be possible to multiply by ten - but in a sustainable way - the current production of ethanol, until 2015.  The future amount would be equal to 250 billion annual liters, which should be enough to replace 10% of the gasoline consumed in the planet.

“Many of the identified obstacles demand investments in science to solve them”, says  Marco Aurélio Pinheiro Lima, director of the new laboratory.

CTBE will gather the efforts of public research institutions and private laboratories from the whole country that already work on bioethanol. This wide effort is also the aim of the Research program in Bioenergy  (BIOEN) financed by The State of São Paulo Research Foundation (FAPESP).

The BIOEN Program will support the laboratory infrastructure, explains Prof. Marcos Buckeridge, at University of São Paulo, who is both scientific director of CTBE and coordinator of BIOEN Biomass division.

“We are creating a Brazilian system for bioenergies that will gather the researches of an elite of specialists that are dispersed throughout  the country”, announces Buckeridge.

The laboratory has counted on investments of R$ 69 million, and is already developing researches, many of them with the support of Fapesp, that already invested about of R$ 2 million. Currently with 60 employees, CTBE should hire 170 until 2013.

At the inauguration, the new institution has already signed cooperation agreements with the he Brazilian Agricultural Research Corporation  (Embrapa), the London Imperial College (UK)  and the Lund University (Sweden).

Cellulosic ethanol

The efforts of the research of CTBE will be concentrated in the development of the ethanol of second generation, produced from sugarcane cellulose.  Although corresponding to two thirds of the available biomass, sugarcane pulp and straw  are not yet enough used.

Buckeridge explains that breaking the cellulose wall is at the core of research at CTBE. The enzymes that may help in the biological decomposition will thoroughly be studied at the laboratories.

CTBE is neighbour to two other laboratories in Campinas: the Brazilian Synchrotron Light Laboratory (LNLS) and the National Biosciences Laboratory (LNBio). “Be close to these facilities gives us access to cutting edge resources such as the Synchrotron Light ring that helps to unmask the structure of the enzymes, and to specific bioinformatics software developed by LNBio”,  Buckeridge says.  The bioethanol researchers will be able to test their results under industrial structure at CTBE, thus adapting the academic research to the needs of industry.

LNBio, LNLS and CTBE will be coordinated by an the recently-created the National Center of Research in Energy and Materials (CNPEM), under the direction of physicist Rogério Cerqueira Leite.

Sugarcane direct planting

Under the agreement with Embrapa, the two institutions will together invest in advanced technology, to guarantee the Brazilian production of sugarcane ethanol. The test for this cooperation will be the direct planting of sugarcane, from North to South of Brazil, believes Geraldo Eugênio de França, Embrapa’s CEO.

Direct planting is a technique of agricultural handling, used mainly in cereals fields, which spares the preparation of soil in the planting. Embrapa already works since more than three decades with this technique that reduces costs, keeps the soil nutrients and uses water in a more rational way.

The Agricultural Program of CTBE will develop studies on agricultural machines and low impact crop mechanization. Sugarcane diseases and reaction to herbicides in humid soil, as in direct planting situation, will be also submitted to research.

CTBE and Embrapa will study the impacts of the direct planting in cane in the most diverse climates, soils, rain volume and field administration. The first experiments should happen in plantations in the State of São Paulo. Then similar tests will be accomplished in other producing areas, such as the Cerrado and the coastal boards of the Northeast.

The collaboration between CTBE and Embrapa may continue in the production of enzymes for the hydrolysis of the cane pulp, biochemistry and physiology of plants, fixation of nitrogen and absorption of CO2 by the plant.

© Webioenergias.com.br , with information by Fapesp and  Embrapa

quarta-feira, janeiro 27th, 2010 | Author: admin

O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), recém-inaugurado em Campinas (SP), no dia 22 de janeiro de 2010, vai abranger pesquisas relacionadas a todas as etapas de produção do etanol, desde a plantação até o desenvolvimento de motores automotivos.

O CTBE nasceu de um estudo sobre os desafios da produção brasileira de etanol para os próximos 15 anos. Concebido em 2007, o estudo tinha como uma das metas responder se seria possível multiplicar por dez, de forma sustentável, a produção atual de etanol até o ano de 2015. O futuro montante equivaleria a 250 bilhões de litros anuais, o que seria suficiente para substituir 10% da gasolina consumida no planeta, de acordo com o estudo.

“Muitos dos gargalos identificados demandam investimentos em ciência para resolvê-los”, conta o diretor do Laboratório, Marco Aurélio Pinheiro Lima.

O CTBE deverá reunir esforços de instituições de pesquisa de todo o país que atuam no desenvolvimento do bioetanol, inclusive laboratórios da iniciativa privada.  A abrangência dos trabalhos coincide com a do Programa de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN) da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

O Programa BIOEN da Fapesp deverá contribuir com o laboratório e também se beneficiar da sua infraestrutura, explica o professor da Universidade de São Paulo, Marcos Buckeridge, diretor científico do CTBE e coordenador da divisão de Biomassa do BIOEN. “Está se formando um sistema brasileiro de bioenergia que reunirá os trabalhos de uma elite de especialistas espalhados pelo país”, anuncia.

O laboratório contou com investimentos da ordem de R$ 69 milhões e já possui pesquisas em andamento, muitas delas com o apoio da Fapesp, que já investiu cerca de R$ 2 milhões em trabalhos. Atualmente com 60 empregados, o CTBE espera ter cerca de 170 colaboradores fixos até 2013.

Já na inauguração foram assinados acordos para cooperação em pesquisas entre o CTBE e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Imperial College London, da Inglaterra e a Lund University, da Suécia.

Etanol de celulose

Os esforços da pesquisa do CTBE estarão concentrados no desenvolvimento do etanol de segunda geração, produzido a partir da celulose da cana-de-açúcar. Embora correspondam a dois terços da biomassa disponível, o bagaço e a palha da cana ainda não são suficientemente aproveitadas. Buckeridge explica que no coração dessa pesquisa está o processo de quebra da celulose. Na decomposição biológica essa massa é quebrada com o auxílio de enzimas que poderão ser estudadas a fundo nos laboratórios do CTBE.

Ao lado do novo laboratório funcionam o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) e o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio). “Estar perto dessas instalações nos dá acesso a recursos de primeira linha como o anel de luz síncrotron, que ajuda desvendar a estrutura das enzimas, e software específico de bioinformática, desenvolvidos pelo LNBio”, exemplifica Buckeridge.

Embora autônomos, o LNBio, o LNLS e o CTBE serão coordenados por uma instância recém-criada pelo governo federal, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), que será o físico Rogério Cerqueira Leite como diretor.

Os pesquisadores de bioetanol poderão testar seus resultados em processos industriais no CTBE. O diretor científico do CTBE explica que os pesquisadores deverão interagir com os engenheiros do laboratório e, assim, adaptar a pesquisa acadêmica às necessidades da indústria. Esses testes serão executados em uma miniplanta industrial que está sendo construída e fará parte das instalações do CTBE.

Buckeridge espera promover, a partir de 2011, um megaexperimento em formato de workshop, em que todos os grandes trabalhos de pesquisa em bioetanol possam se apresentar. Um dos objetivos do evento será avaliar e acompanhar o “estado da arte” da pesquisa científica nacional em bioetanol. Além do combustível, os trabalhos deverão desenvolver uma cadeia de subprodutos oriundos da cana-de-açúcar como polímeros e medicamentos, nos moldes do que ocorreu com o desenvolvimento do petróleo. Esses novos materiais devem estabilizar a indústria da cana, que hoje conta com apenas dois produtos principais: etanol e açúcar.

Plantio direto da cana

Segundo o acordo com a Embrapa, as duas instituições assumem o compromisso de, em conjunto, investir em tecnologia avançada, para garantir a produção brasileira de etanol, a partir da cana-de-açúcar e de materiais lignocelulósicos (à base de celulose, como resíduos de cana ou madeira). Um dos desafios da Embrapa Agroenergia, unidade da empresa que tem uma interface muito grande com o CTBE, é tornar mais baixo o custo desse processo, explica o diretor-executivo da Embrapa, Geraldo Eugênio de França.

O diretor da Embrapa, acredita que a união das forças agrícola da Embrapa e industrial do CTBE impulsionará os trabalhos. A Embrapa, o CTBE e as empresas manterão relações mais estreitas. O teste, para o diretor, será o plantio direto da cana-de-açúcar, de Norte a Sul do Brasil.

O plantio direto é uma técnica de manejo agrícola, empregada na cultura de cereais, que dispensa o preparo do solo no plantio. A Embrapa já trabalha há mais de três décadas com este sistema, que reduz custos, conserva os nutrientes do solo e utiliza a água de forma mais racional.

O Programa Agrícola do CTBE estuda formas de implementar o plantio direto na cultura de cana. A tarefa, entretanto, tem alguns desafios tecnológicos significativos, como o desenvolvimento de um maquinário agrícola que reduza o tráfego de máquinas sobre a área plantada.

Para solucionar este gargalo, o CTBE desenvolve o projeto de uma Estrutura de Tráfego Controlado (ETC) que atuará em todo o ciclo agrícola da cana, do plantio à colheita. Segundo o diretor do Programa Agrícola do CTBE Oscar Braunbeck, a ETC deve reduzir a área de terreno trafegada de 60% para 13% e o custo da colheita mecanizada de cana em até 30%. A largura maior do equipamento (9m) também permitirá a mecanização da colheita em terrenos com até 20% de inclinação. Hoje, este número se restringe a 12%.

O Programa Agrícola do CTBE tem uma vertente voltada aos estudos de mecanização de baixo impacto e outra ligada ao ciclo agronômico da cana. Esta última será liderada pela Embrapa. Pesquisadores acompanharão o desempenho agronômico da cana sob o regime de plantio direto com baixo tráfego, em comparação ao plantio convencional. As variedades de cana que melhor se adaptam ao plantio direto o comportamento de doenças e pragas e a reação da planta aos herbicidas em situações de solo úmido também serão objetos de pesquisa.

“Estudaremos os impactos do plantio direto em cana nos mais diversos ambientes, solo, volume de chuva e gestão de campo. Os primeiros ensaios devem ocorrer em cooperação com usinas de cana de São Paulo. Depois realizaremos testes semelhantes em outras regiões produtoras como o Cerrado e os Tabuleiros Costeiros do Nordeste”, explica Eugênio.

A Embrapa também participará da construção da Biorrefinaria Virtual de Cana-de-açúcar (BVC). Esta ferramenta de simulação computacional é elaborada pelo CTBE para comparar a sustentabilidade econômica, social e ambiental de rotas tecnológicas no âmbito de uma biorrefinaria, identificando seu estágio de desenvolvimento e permitindo sua otimização. O desenvolvimento da BVC tem a participação de uma Rede de Instituições (coordenada pelo CTBE). A Embrapa vai coordenar a sub-rede agrícola desta rede.

A colaboração entre o CTBE e Embrapa poderá ter continuidade ainda nas áreas de produção de enzimas para a hidrólise do bagaço de cana, bioquímica e fisiologia de plantas, fixação de nitrogênio e captação de CO2 feita pela planta.

© Webioenergias.com.br , com informações da Agência Fapesp e da Embrapa

quarta-feira, janeiro 27th, 2010 | Author: admin

A Região Sudeste foi a que que registou, em 2009, o maior número de resgates de trabalhadores em regime análogo ao de escravidão.  Essa é a primeira vez que a região fica em primeiro lugar no ranking, cujas primeiras posições normalmente são ocupadas pelas regiões Nordeste e Norte. Os dados sobre ações de combate ao trabalho escravo foram divulgados no dia 25.01.2010 pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

Para o coordenador nacional de Erradicação do Trabalho Escravo do Ministério Público do Trabalho, Sebastião Caixeta, isso é reflexo do endurecimento da legislação penal. “Atribuo isso àa modificação da legislação, que veio a ser mais protetiva e a considerar dois novos tipo de condições de trabalho escravo, que são a jornada exaustiva e as condições degradadas de trabalho que podem se verificar com mais facilidade nos grande centros urbanos”.

No Sudeste, foram resgatados 1.310 trabalhadores. O estado do Rio de Janeiro registrou o maior número de trabalhadores em regime análogo ao de escravidão, 521. Eles foram encontrados na cidade de Campos dos Goytacazes numa empresa de beneficiamento de cana-de-açúcar. Em regime próximo ao de escravidão, foram encontrados no ano passado no estado do Rio 48 trabalhadores.

A Região Centro-Oeste ficou na segunda posição, com 972 trabalhadores resgatados, e Tocantis foi o estado com maior número de resgates, 334. Na Região Nordeste, foram feitos 874 resgates, e o estado com maior número de ocorrências foi Pernambuco.

As regiões Norte e Sul registraram, respectivamente, 368 e 315 casos de trabalhadores encontrados em situação análoga à de escravidão. Na região norte, o Pará apresentou o maior número de trabalhadores resgatados (326). Na Região Sul, a primeira posição foi do Paraná, com 227 resgates.

No total, foram resgatados no ano passado 3.571 trabalhadores encontrados em regime análogo ao de escravos – em 2008 esse número foi de 5.016.

Ele informou ainda que foram registrados trabalhadores em regime análogo ao de escravidão em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Normalmente envolvendo subempreitadas, contratações de aliciadores, que não têm uma preocupação com a mão de obra empregada. A repercussão envolve o tomador de serviço – ele é responsável, e isso foi verificado no ana passado. Esperamos que neste ano haja uma responsabilidade maior, porque os órgãos de fiscalização vão ficar focados nessas obras”.

Sebastião Caixeta disse também que, para este ano, o Ministério Público vai fiscalizar com mais rigor atividades que tradicionalmente registram grande número de ocorrências de trabalho análogo ao de escravidão, como carvoarias e cultivo e colheita de cana-de-açúcar.

Agência Brasil

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segunda-feira, janeiro 25th, 2010 | Author: admin

O Brasil, que atualmente produz etanol basicamente a partir da cana-de-açúcar, poderá contar, no futuro, com novas possibilidades para produção do combustível. A Embrapa Cerrados – unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, localizada em Planaltina (DF) – coordenará a partir deste ano pesquisas para avaliar fontes de biomassa que podem ser usadas para produzir o chamado etanol de segunda geração.
Para isso, o projeto vai avaliar o uso de gramíneas forrageiras (usadas na alimentação animal), sorgo, o bagaço e a palha da cana e algumas espécies de árvores (pinus, eucalipto e duas espécies da Amazônia: tachi-branco e paricá), como fontes alternativas de biomassa para produção de etanol.
O etanol produzido a partir da cana-de-açúcar é obtido pela fermentação de açúcares presentes no caldo, obtido pela moagem da planta. Como resultado dessas pesquisas, a perspectiva é que açúcares complexos, como a celulose e hemicelulose existentes na composição das plantas, possam também ser convertidos no combustível, denominado etanol de segunda geração.
Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados Marcelo Ayres, que coordena o trabalho, a escolha das espécies para o estudo buscou contemplar plantas mais adaptadas às condições da região do Cerrado e que apresentem grande potencial de produção de biomassa. Outra vantagem é que já existem estudos anteriores que indicam o manejo desses cultivos. No caso das gramíneas forrageiras, por exemplo, a Embrapa lançou diversas cultivares de braquiária (foto), como a cultivar Marandu, que ocupa mais de 30 milhões de hectares no Brasil. “Ela é muito adaptada às condições climáticas do Cerrado e pode ser plantada até mesmo onde a cana não pode”, explica.
O processo de produção do etanol de segunda geração é composto por duas etapas. Na primeira delas as longas cadeias de celulose e hemicelulose são quebradas - por hidrólise enzimática ou química - para chegar a açúcares com cinco ou seis moléculas de carbono. Em uma segunda etapa, os açúcares reduzidos obtidos no processo de hidrólise são fermentados, assim como ocorre com a sacarose da cana-de-açúcar. Esse é o procedimento que os cientistas devem percorrer até chegar ao etanol. No entanto, a prática ainda é um desafio. “O mundo inteiro está trabalhando para definir quais as fontes e os processos a serem usados”, explica. Para o pesquisador, em relação a outras nações que estão na corrida para desenvolver a tecnologia do etanol de segunda geração, o Brasil tem a vantagem de estar em uma área tropical, o que favorece o desenvolvimento de biomassa.
A pesquisa vai reunir especialistas de universidades (Universidade de Brasília e Universidade de São Paulo) e de diversas unidades da Embrapa (Cerrados, Agroenergia, Floresta, Milho e Sorgo, Gado de Leite, Gado de Corte, Tabuleiros Costeiros, Instrumentação Agropecuária). Eles vão avaliar o potencial de produção de biomassa das espécies estudadas e também as características físico-químicas das plantas. Conduzida pelos pesquisadores da Embrapa Agroenergia, outra etapa do estudo vai pesquisar como converter essa biomassa em etanol, a partir da aplicação de enzimas que serão usadas em uma escala piloto.

terça-feira, janeiro 19th, 2010 | Author: admin

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 6135/09, do deputado Fernando Chiarelli (PDT-SP), que determina que o transporte de cana-de-açúcar nas estradas e nas rodovias seja feito exclusivamente em caminhões do tipo baú (com carroceria fechada). A proposta altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97).
De acordo com o autor, o objetivo é reduzir o número de acidentes de trânsito causados pela queda de parte dos carregamentos de cana-de-açúcar transportados em caminhões comuns. “Esses acidentes provocam, muitas vezes, danos irreparáveis às vítimas, além de trazer prejuízo a produtores e distribuidores”, afirma.
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Agência Câmara

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terça-feira, janeiro 19th, 2010 | Author: admin

Virada de ano e nos deparamos ainda com as discussões sobre o clima no mundo. O fracasso da enorme reunião em Copenhague com países bastante emissores de Dióxido de Carbono (CO2) negociando com países que inclusive correm o risco de desaparecer devido ao aumento do nível dos oceanos, e com países chamados de “emergentes”, dentre os quais se inclui o Brasil. Dentre as negociações entre quem deve pagar a conta, e diminuir as emissões de CO2, e os que não tem como pagar nada, e muito menos reduzir as emissões, o Brasil aparece ora como estrela, ora como vilão.

Como vilão porque está entre os maiores emissores de CO2 do mundo, principalmente com atividades de queimadas e desmatamento que precisam ser controladas. Entretanto, a estrela que brilha é a da grande capacidade de renovar sua energia. Além de ter energia elétrica em sua maior parte renovável, devido às hidroelétricas, o Brasil está substituindo gradativamente o combustível fóssil por etanol. Consome-se hoje mais etanol do que gasolina no país. Esse é um feito invejável em todo o mundo e vem sendo atacado com certa regularidade, tendenciosamente, ou por ignorância sobre nossas condições de produção de cana-de-açúcar, por grupos, inclusive tidos como defensores do ambiente. O ataque principal é dirigido ao desmatamento e diminuição das áreas de plantio de alimentos.

Nessa hora o bom mesmo é observar alguns dados relativamente simples. Dos 851 milhões de hectares em uso no Brasil, tem-se que a Amazônia detém 42,3%, os pastos contribuem com 24,7%, as colheitas anuais com 5,8%, as colheitas perenes com 1%, e a cana-de-açúcar com apenas 0,8%. Vamos olhar com mais atenção estes números.

As pastagens possuem uma média nacional pouco inferior a uma cabeça por hectare, resultando em aproximadamente uma cabeça de gado por hectare de pastagem, ou seja, cerca de 170 milhões de cabeças de gado no Brasil. Se aumentarmos essa densidade para 2 cabeças por hectare, algo tecnologicamente e perfeitamente factível segundo a Embrapa, teremos à disposição cerca de 80 a 85 milhões de hectares para cultivar o que for necessário.

É importante frisar que não estamos falando em plantar apenas cana, ou desmatar um hectare sequer de floresta. Simplesmente dobrando a densidade de cabeças de gado nas pastagens existentes pode se chegar a uma área próxima de 10 vezes a área plantada de cana no país. Tudo isso sem competir com alimentos, ou desmatar.

Quanto ao CO2, tem que se pensar não apenas no que se emite, mas também no que se seqüestra do ambiente. Enquanto os solos de florestas retêm cerca de 70 milhões de gramas de carbono na forma de estoque, pastagens, culturas variadas, e o Cerrado retêm algo entre 35 e 56 milhões de gramas, ou seja, a diferença de estoque de carbono no solo não é tão diferente em diversas formas de uso. Entretanto, o estoque de carbono é bastante variado quando se leva em consideração o que se planta, ou seja, acima do solo. Enquanto a floresta tropical retém 200 milhões de gramas de carbono por hectare, a pastagem, por exemplo, retém apenas 1,3 milhão. Por sua vez, o cultivo de cana retém cerca de 17 milhões de gramas de carbono por hectare, mais de 10 vezes do que a pastagem.

Então, uma das idéias possíveis é aumentar a densidade de cabeças de gado, e recuperar parte da área de pastagem, sem promover o desmatamento, além de aumentar o seqüestro de carbono e aumentar a produção de alimentos e energia. Quanto à energia o Brasil tem enorme potencial para aumentar suas fontes renováveis. Além de novas variedades de cana-de-açúcar que prometem aumentar consideravelmente a produção bruta, tem-se que o bagaço moído e a palha ainda têm cerca de dois terços da energia da planta. Parte disso já vem sendo usada para gerar energia elétrica, mas uma grande aposta tem sido no etanol de segunda geração, ou seja, recuperar essa energia armazenada nas estruturas do bagaço e da palha e transformá-la em etanol.

Um dos processos mais pesquisados atualmente é o de hidrólise, ou seja, quebrar as moléculas de celulose, transformando-as em açúcares, para depois fermentar e produzir mais etanol. Tradicionalmente, o processo de hidrólise mais usado industrialmente é o ácido. Entretanto, as pesquisas correm a passos largos para usar enzimas para promover a hidrólise. Essas enzimas podem ser produzidas pelo cultivo de fungos selecionados e nesse caso uma das apostas no país é de pesquisar nossa enorme biodiversidade.

A Embrapa tem investido muito nesses temas que envolvem diferentes áreas do conhecimento, testando diferentes espécies de fungos, cultivados em diversas condições de operação, com diferentes substratos (meio de cultivo dos fungos).

Na Embrapa Instrumentação Agropecuária, em São Carlos, SP, foi desenvolvido um reator automatizado, específico para cultivos e testes dessas várias espécies. As espécies candidatas serão aquelas que produzirão em quantidade, e de forma economicamente viável, as enzimas que promoverão a hidrólise para o etanol de segunda geração. Cana, bagaço, palha, etanol produzido de forma mais sustentável para o ambiente e assim, quem sabe, o Brasil poderá aumentar sua estrela na próxima reunião pós Copenhague.

Victor Bertucci Neto, pesquisador, Embrapa Instrumentação Agropecuária, São Carlos (SP)

domingo, dezembro 27th, 2009 | Author: admin

A utilização do bagaço de cana-de-açúcar ocorre principalmente na queima em usinas para gerar energia elétrica. Mas pesquisadores estão desenvolvendo novos usos para o resíduo, que é considerado o mais importante na indústria sucroalcooleira. Uma alternativa é a geração de combustível, no chamado etanol de segunda geração.
O potencial é enorme, especialmente por causa da disponibilidade de matéria-prima. O volume desse subproduto representa cerca de um terço da produção de cana-de-açúcar no Brasil, que vem batendo recordes a cada ano. A safra de 2009, anunciada este mês pelo Ministério da Agricultura, ultrapassa 600 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, o que representa em torno de 200 milhões de toneladas de bagaço.
Melhorias genéticas obtidas em laboratório também contribuem para aumentar a biomassa do vegetal. Isso refletirá em plantas de maior porte e, consequentemente, com mais bagaço no fim do processo convencional de produção de açúcar e de etanol.
Foi pensando em dar um tratamento preliminar a esse rejeito que pesquisadores da Faculdade de Engenharia Agrícola da Universidade Estadual de Campinas (Feagri-Unicamp), coordenados pelo professor Luis Augusto Barbosa Cortez, desenvolveram um equipamento capaz de separar esse material heterogêneo em partes semelhantes.
Após a última moenda da cana, o bagaço torna-se praticamente um pó formado de partículas e fibras de vários tamanhos. A porção mais dura dessa mistura é rica em lignina e oriunda da parte externa do caule, sendo praticamente seca. Já o material mais mole é úmido e deriva do interior da planta. Essa é a melhor parte para entrar no processo de produção de etanol, por ser rica em celulose.
“A lignina é mais difícil de degradar, por isso a parte de dentro, com menor teor de lignina, é a ideal para ser submetida à hidrólise”, explicou Cortez, referindo-se ao processo que quebra o açúcar da celulose e o transforma em álcool. “A lignina é um agregador que oferece resistência à quebra das moléculas. Quanto menos lignina contiver o material, mais fácil é o processo de obtenção do álcool celulósico.”
Por isso, a classificação do bagaço obtida por meio da tecnologia desenvolvida pelo grupo da Feagri tende a ganhar cada vez mais importância à medida que avançam as pesquisas sobre a nova geração do etanol.
Criar uma tecnologia para classificar de maneira contínua e automática essas diferentes partes do bagaço da cana foi o desafio dos pesquisadores. Para isso, o grupo contou com o apoio da FAPESP, por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, e com a participação do professor Guillermo Roca, da Universidade de Oriente, em Cuba, que veio ao Brasil para participar do projeto.
Foram os trabalhos de Roca que estabeleceram os princípios gerais para construção do invento, um tipo de classificador pneumático. Nele, o bagaço é inserido por um orifício diagonal, localizado em sua parte superior, e empurrado por uma válvula rotativa sobre um fluxo constante de ar.
“As partículas grossas são então depositadas no fundo, as de tamanho médio ficam em um coletor na parte intermediária do dispositivo e as menores e mais leves são levadas pelo ar por um tubo curvo até um depósito mais alto”, afirmou Cortez. “Não é preciso preparar o bagaço antes de colocá-lo na máquina”, ressaltou.
Isso faz seu custo operacional ser interessante à indústria. Mesmo antes de se começar a produção do etanol de celulose, a separação do bagaço pode melhorar a qualidade dos vários destinos que esse subproduto tem recebido. A parte seca do bagaço, por exemplo, proporciona uma queima mais uniforme e eficiente para produzir energia termelétrica.
Enquanto a tecnologia não estiver pronta para a indústria, o bagaço continuará sendo empregado na produção de ração animal, fertilizante e, principalmente, de material de queima para alimentar caldeiras geradoras de energia elétrica dentro das usinas. Para isso, ele não recebe nenhum tratamento. “Ele não é sequer secado antes de ser queimado, o que diminui a eficiência da queima”, disse Cortez.
Quando se iniciar a segunda geração do etanol, a parte mais valorizada do bagaço será retirada do depósito inferior do classificador desenvolvido na Unicamp. Por meio de análises, o grupo averiguou que a fração mais grossa tem maior teor de celulose e quantidades menores de lignina, sendo a mais apropriada para a produção do álcool.
Além da indústria sucroalcooleira, o invento poderá ser útil em qualquer ramo de atividade que necessite separar materiais sólidos granulados heterogêneos. Por exemplo, grãos moídos na indústria alimentícia, hidrato de cal, na área de mineração, e o pó resultante da moagem de pedras, na construção civil.
A eficiência e a versatilidade do equipamento motivaram o depósito do pedido de patente por meio da agência de inovação Inova Unicamp.

Agência Fapesp, Fábio Reynol

domingo, dezembro 27th, 2009 | Author: admin

Maior produtor mundial de cana-de-açúcar e um dos principais exportadores de açúcar e álcool, o Brasil largou na frente no desenvolvimento de pesquisas biotecnológicas da cultura. Tanto é assim que hoje já são cerca de 50 pedidos de liberação planejada no meio ambiente protocolados na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Para ampliar o conhecimento sobre as pesquisas e o mercado da cana, o Conselho de Informações Sobre Biotecnologia (CIB) desenvolveu o Guia da Cana-de-Açúcar.

A publicação aborda a origem histórica da cultura da cana-de-açúcar, sua utilização atual e os mais recentes progressos científicos na área e contou com a colaboração de especialistas no tema, além do apoio de importantes instituições: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), Instituto Agronômico (IAC), Universidade Estadual Paulista - Unesp Jaboticabal e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Apesar do nível avançado das pesquisas com cana geneticamente modificada (GM) em outros países, a exemplo de África do Sul, Austrália, Estados Unidos e Cuba, “o agricultor brasileiro deve ser o primeiro a ter acesso à tecnologia”, explica Jesus Ferro, pesquisador da Unesp Jaboticabal. “Essas variedades devem trazer benefícios para o setor sucroalcooleiro, a economia brasileira, os consumidores e o meio ambiente”, acrescenta o pesquisador.

Entre as principais características das novas variedades de cana-de-açúcar em estudo estão a tolerância a herbicidas, a resistência a doenças e pragas, o aumento do teor de sacarose, a tolerância à seca e a melhoria do porte da planta.

O pesquisador Sizuo Matsuoka ressalta ainda a existência de pesquisas de genes que tornem as fibras da planta capazes de gerar produtos como bioplásticos, além de técnicas que visam aproveitar melhor as folhas e o bagaço da cana para produção de biocombustível e energia. “A aplicação da biotecnologia vai colocar a produção de cana-de-açúcar em outro patamar”, prevê. “O Brasil saiu na frente e deve continuar investindo para manter-se no topo deste mercado”.

A Diretora-Executiva do CIB, Alda Lerayer, considera essa uma excelente oportunidade, sobretudo para a liderança no mercado mundial do etanol, já que o País utiliza apenas 1% de sua área atualmente para esse fim. Brasil e Estados Unidos são responsáveis hoje por 70% da fabricação desse combustível no mundo. “Ao adotar variedades transgênicas, poderemos ampliar a vantagem competitiva nas exportações, o que terá importante repercussão na economia nacional”.

O guia contou com a consultoria técnica de pesquisadores brasileiros, entre eles: Eduardo Romano da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia; Edgar Gomes Ferreira de Beauclair, da Esalq; Jesus Ferro, da Unesp Jaboticabal; Marcelo Menossi, da Unicamp e Sizuo Matsuoka, engenheiro agrônomo, especialista no melhoramento de cana-de-açúcar.


Conselho de Informações Sobre Biotecnologia

sexta-feira, dezembro 04th, 2009 | Author: admin

Sao Martinho, one of Brazil’s main sugar and ethanol companies, will sell a 40 percent stake in its Boa Vista mill for R$ 140 million  (US$81.9 million) to U.S-based Amyris. The two companies have also established a joint venture that will add a new $50 million industrial unit to Boa Vista where Amyris will operate using its technology in the area of specialty chemicals starting from the 2011/12 harvest.
Amyris has developed second-generation biofuels technology, using microorganisms to take juice extracted from crushing cane and turn it into a renewable diesel closely resembling the mineral-based fossil fuel.
Sao Martinho said the joint venture would use the firms’ integrated structure, which includes everything from growing cane to producing a final product, to focus on renewable specialty chemicals. The Boa Vista mill, located in the state of Goias, has a crushing capacity of 2.25 million tonnes, which would rise to 3.4 million tonnes after planned investments of 90 million reais in processing equipment.

sugarcaneblog

sexta-feira, dezembro 04th, 2009 | Author: admin

Just before the Thanksgiving break, the staff of the California Air Resources Board (ARB) submitted to the State’s Office of Administrative Law (OAL) the “Final Rulemaking Package,” which is the last step before the Low Carbon Fuel Standard (LCFS) can become defacto regulations under the State of California. The documents are long (over 1,000 pages) but includes a strong defense by ARB staff of the criticism over the Agency’s determination of biofuels’s carbon footprint.
As readers of this blog recall, sugarcane biofuels scored well thought the penalties for indirect land use effects were high. While ARB is going to review the indirect effects calculation, the issue may well end up in court as the corn ethanol lobby and Big Oil is almost certain to sue. Wonder how California is going to pay all the lawyers…

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