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domingo, dezembro 27th, 2009 | Author: admin

Mais da metade das pastagens da Amazônia está em processo de degradação. É o que indica uma estimativa feita pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que mostra que a recuperação das forrageiras na região é a alternativa para manter a competitividade da pecuária, sem elevar os índices de desmatamento.

Pesquisas voltadas à recuperação de pastagens foram apresentadas no II Rondônia Leite, evento que reuniu especialistas de todo o país, realizado no mês de novembro, em Rondônia.

“É preocupante a degradação de pastagens, não apenas na Amazônia, mas em todo o país”, salienta Marcos Roveri, diretor-executivo da Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras Tropicais (Unipasto). “O apoio do governo em programas de recuperação de áreas degradadas, hoje estimadas em 70 milhões de hectares, é um ótimo caminho para contribuir com a cadeia produtiva e, ao mesmo tempo, preservar o meio ambiente”, destaca Roveri.

Fatores naturais fazem da região Amazônica um importante pólo para a agropecuária e para o desenvolvimento de pastagens. O clima que combina temperaturas elevadas com um alto volume de chuvas é bom para o crescimento de forrageiras. Porém, como alerta Carlos Maurício Soares, pesquisador da Embrapa Acre, é importante recuperar a área quando ela se tornar improdutiva. A presença de fungos, a falta de manutenção do solo, o elevado número de animais por região de pastagem e as cigarrinhas, praga das forrageiras, são as principais causas de degradação.

Não existe uma fórmula certa para a recuperação das áreas de forrageiras, segundo Soares. Cada região precisa ser analisada para verificar as causas da degradação. É necessário que se faça um manejo adequado do solo e que as origens do problema sejam eliminadas, caso contrário a área pode continuar improdutiva.

O sistema de produção a pasto coloca o Brasil em uma posição privilegiada e competitiva juntos aos mercados internacionais. “O problema da degradação da pastagem precisa ser mais bem entendido por todos, para que o sistema seja produtivo e ao mesmo tempo sustentável”, adverte Roveri. “A recuperação das áreas evita que novas regiões sejam abertas para o pasto e, com isso, preservam o meio ambiente”, completa.

A Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras Tropicais (Unipasto) é uma associação composta por empresas e produtores de sementes de forrageiras distribuídos pelos Estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo. A entidade foi criada em 2002 a partir da parceria junto à Embrapa, com o objetivo de apoiar financeiramente a pesquisa no desenvolvimento de novas cultivares de forrageiras tropicais.

sábado, dezembro 12th, 2009 | Author: admin

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que cria o Fundo Nacional sobre Mudanças Climáticas - Lei 12.014/09.  A sanção está publicada no Diário Oficial da União de 10/12/2009 e ocorre no momento em que representantes de diversos países discutem as transformações no clima na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 15), em Copenhague, Dinamarca.
O fundo busca assegurar recursos para projetos e ações que contribuam para a mitigação da mudança do clima e à adaptação a seus efeitos. O texto da lei determina que o fundo ficará vinculado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) e será administrado por um comitê formado por representantes do governo federal e da sociedade civil.
Os recursos do Fundo Nacional sobre Mudanças do Clima, sob a forma de empréstimo ou apoio não reembolsável, poderão ser aplicados na análise de impactos, projetos de redução de gases de efeito estufa e na formulação de políticas públicas, entre outros.
De acordo com informações do Ministério do Meio Ambiente, dos 10% destinados ao ministério pela Lei nº 9.478, que regula a cadeia produtiva do petróleo, 6% irão para o novo fundo.
Ele será formado ainda por recursos de fontes como o orçamento da União, doações e empréstimos de entidades nacionais e internacionais, públicas e privadas. O agente financeiro será o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Serviço ambiental

O Brasil pode ser um dos principais beneficiários das soluções para conter a destruição da camada de ozônio e o aquecimento do planeta, que estão em discussão na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), em Copenhague, na Dinamarca.
Além de abrigar a maior floresta e a maior biodiversidade do planeta e dispor de um quinto do volume de água doce existente no mundo, o Brasil tem um estoque de terras reflorestáveis que poderão ser usadas para a recuperação de áreas degradadas. A disponibilidade dessas terras é um trunfo nas negociações de metas ambientais em debate na conferência.
“Em um cenário de crise ecológica que vivemos, nasce uma nova oportunidade para o Brasil. Nesse mercado ambiental, tudo aquilo que degradamos na nossa história passa a ser, no mercado global, uma oportunidade para a reconstrução. Nós vamos ter a oportunidade de reconstruir paisagens e biomas nacionais dentro dessa lógica”, afirma Arnaldo Carneiro Filho, geógrafo do Instituto Socioambiental (ISA).
Ele estima que haja uma área de 1 milhão de quilômetros quadrados que pode ser usada para a agroenergia, a produção de madeira e a recuperação de paisagens. “O Brasil pode vender serviços ambientais”, disse o o geógrafo, acrescentando que há possibilidade de agricultores se tornarem recuperadores remunerados de áreas devastadas.
A hipótese de prestar serviços ambientais ao planeta depende, no entanto, de o país melhorar os índices de produtividade na lavoura e na pecuária. “A nossa lógica sempre foi a produção e não a produtividade”, reconhece. Na opinião de Carneiro Filho, é preciso intensificar a produção agrícola e ter mais rebanhos em áreas menores.
Ele acredita que o tema do desenvolvimento sustentável estará na agenda da campanha presidencial do próximo ano. Em sua avaliação, 2010 também será um ano de testes para avaliar se as medidas governamentais de fato surtiram efeito contra o desmatamento. No ano que vem, com o aquecimento da economia mundial e da produção interna, haverá maior pressão por desmatamento, prevê.
Segundo carneiro Filho, o desmatamento é um “animal adormecido” e o despertar depende de demanda do mercado interno e do mercado externo, que vem regulando a curva de destruição da Amazônia.

R$ 70 milhões para projetos na Amazônia

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou no último dia 9 a liberação de R$ 70,3 milhões para os primeiros cinco projetos que serão financiados com recursos do Fundo Amazônia. Criado em 2008, o fundo recebeu US$ 110 milhões da Noruega, que até 2016 deve aportar US$ 1 bilhão, e tem prometidos 18 milhões de euros da Alemanha até março de 2010.
Os projetos aprovados foram apresentados pelo Fórum Amazonas Sustentável, ligado ao governo do Amazonas, pelas organizações não governamentais Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), TNC Brasil e Instituto Ouro Verde e pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio). As iniciativas contemplam ações de redução do desmatamento, apoio à regularização fundiária e recuperação de áreas degradadas.
De acordo com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, há pelo menos outros 20 projetos em fase de análise e mais 50 em consulta inicial. “O fundo não é apenas uma iniciativa no papel, já está plenamente operacional, é eficiente, tem capacidade de operar e prover resultados efetivo para o desenvolvimento sustentável da Amazônia”, afirmou.
As organizações selecionadas irão agora assinar os contratos com o BNDES e, em seguida, o dinheiro começa a ser liberado. O repasse será feito por parcelamento, a partir de um plano de uso e comprovação de gastos, como em outros financiamentos do banco. A execução deve começar em janeiro e o tempo médio de duração dos projetos é de três anos. Os investimentos poderão ser monitorados publicamente por meio da página do Fundo Amazônia na internet.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que a apresentação dos primeiros projetos credencia o Brasil para garantir mais recursos internacionais para o fundo durante a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), em Copenhague, na Dinamarca. Sem revelar valores ou citar os países, Minc afirmou que durante a COP-15 pelo menos dois doadores confirmarão aportes à iniciativa brasileira. Para o ministro, a demora na aprovação nos projetos foi necessária para evitar a “ecopicaretagem”.
Além do Fundo Amazônia, o BNDES também será responsável pela gestão do Fundo Nacional de Mudanças Climáticas, já sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O fundo vai utilizar parte dos recursos do petróleo – entre R$ 700 milhões e 800 milhões no primeiro ano – para financiar ações de mitigação de emissões de gases de efeito estufa e adaptação às consequências das mudanças climáticas.

Agência Brasil

sábado, dezembro 12th, 2009 | Author: admin

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, lançaram em Marabá o Programa Boi Guardião, que promete conter o avanço do desmatamento causado pela pecuária na Amazônia.
O projeto piloto abrangerá cerca de 19 mil propriedades rurais de seis municípios paraenses: Marabá, Eldorado dos Carajás, Água Azul do Norte, Ourilândia do Norte, Tucumã e São Félix do Xingu.
Essas fazendas, que de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) abrigam rebanho de quase 4 milhões de cabeças de gado, foram georreferenciadas, ou seja, tiveram suas coordenadas obtidas por meio de GPS (Global Positioning System), receberão Guias de Trânsito Animal (GTA) Eletrônica e serão monitoradas.
Para garantir a eficiência do programa, o governo federal vai cruzar, eletronicamente, os dados de georreferenciamento das fazendas com os de desmatamento na Amazônia. Se uma dessas propriedades estiver derrubando árvores ilegalmente, será identificada. Por outro lado, a ideia é que o pecuarista que respeitar o programa, terá mais credibilidade e mais mercados para a carne que produz.
“Uma equipe dentro do Inmet [Instituto Nacional de Meteorologia], com gente da Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária], tira e analisa a primeira fotografia agora. Em julho, tira outra que é capaz de detectar desmatamento a partir de 1 hectare”, disse o ministro à Agência Brasil.
Segundo ele, a meta dos governos federal e estadual é que o Programa Boi Guardião cubra todo o estado do Pará até o fim de 2010. O leste e o sul do estado foram escolhidos para o início do projeto por serem as regiões mais críticas em relação ao avanço do desmatamento para a criação de gado.
Stephanes disse ainda que, além do Pará, até o fim de 2011 será possível cobrir os estados de Rondônia e de Mato Grosso, usando a mesma metodologia aplicada nas propriedades rurais paraenses. “A partir de julho do próximo ano, começamos a trabalhar o Mato Grosso e Rondônia, de tal forma que daqui a dois anos se tenha toda essa área coberta com o programa”, afirmou.
Segundo a governadora Ana Júlia Carepa, apesar de o projeto piloto lançado ontem começar com 19 mil fazendas, o estado já tem mais de 50 mil propriedades rurais georreferenciadas, e pretende chegar a 80 mil até o fim do ano.
Além dos governos federal e estadual, o programa tem outros parceiros, como a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), os frigoríficos Bertin e JBS-Friboi, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Pará (Faepa), o Inmet e a Embrapa.
A ideia do programa ganhou força depois que, em junho deste ano, três grandes redes de supermercados - Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart - decidiram suspender a compra de carne de 11 frigoríficos localizados em áreas apontadas pelo Ministério Público Federal (MPF) no estado como de desmatamento.

Agência Brasil

terça-feira, dezembro 08th, 2009 | Author: admin

O surgimento de duas oportunidades históricas pode diminuir e até mesmo acabar com o processo de desflorestamento na Floresta Amazônia. A constatação está no artigo “O fim do desmatamento na Amazônia brasileira” , publicado por cientistas do Brasil e dos Estados Unidos em uma seção sobre políticas de ciência da nova edição da revista científica Science.

O estudo foi feito por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), dos grupos Aliança da Terra, Environmental Defense Fund (EUA) e Woods Hole Research Center, e das universidades da Flórida (EUA), Rey Juan Carlos (Espanha), Federal de Minas Gerais e Federal do Pará.

O artigo ressalta que o Brasil diminuiu o nível de desmatamento em 64% desde 2005. E que se o Brasil pusesse fim ao desmatamento da região, as emissões globais de CO2 cairiam entre 2% e 5% em relação aos níveis atuais.

Para acabar com o desmatamento da Amazônia entre 2010 e 2020, os pesquisadores estimaram que os custos de um programa incluindo apoio a comunidades locais e melhoria no gerenciamento na fiscalização de áreas protegidas seria de US$ 7 bilhões a US$ 18 bilhões.

Entre os benefícios haveria a diminuição das emissões de CO2, redução nas queimadas, na poluição do ar, em enchentes e na perda da biodiversidade.

Os cientistas usaram um modelo econômico da região da Amazônia que estima a expansão da atividade agropecuária na região ao longo dos anos. “Nossos modelos econômicos integram a melhor informação disponível em solos, estradas e custos de produção para capturar a lógica econômica dos fatores que lideram o desmatamento na Amazônia”, escreve Britaldo Soares Fillho, da UFMG, um dos autores do artigo da Science.

A pesquisa também sugere medidas que o governo brasileiro deveria tomar para reduzir o desmatamento, como o apoio a pequenas comunidades florestais que fazem exploração sustentável do ambiente, benefícios a pecuaristas e fazendeiros que não desmatam, melhora nas leis ambientais e de segurança e investimento em áreas de proteção.

Para Daniel Nepstad, um dos autores do artigo, pesquisador do Woods Hole Research Center (EUA), da Universidade Federal do Pará e do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, “forças do mercado e a vontade política do Brasil estão formando uma oportunidade sem precedentes para pôr fim ao desmatamento na Amazônia brasileira com 80% da floresta ainda de pé”.

Nepstad e seus colegas discutem as duas oportunidades que não podem ser perdidas. A primeira é o compromisso do governo federal brasileiro, anunciado em 2008, de reduzir o desflorestamento na Amazônia em 80% até 2020. Iniciativa que conta com apoio das Nações Unidas e da Noruega, que se comprometeu a doar até US$ 1 bilhão para o Fundo Amazônia.

Gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o fundo tem por finalidade captar doações para investimentos não-reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas no bioma amazônico.

A segunda oportunidade, segundo os autores, são as mudanças recentes nas indústrias de carne e soja, principais motores do desflorestamento amazônico, que começaram a cortar de suas cadeias produtivas empresas que lucram com o desmatamento.

“De acordo com nossa análise, esses desenvolvimentos recentes finalmente tornaram viáveis o fim do desflorestamento na Amazônia brasileira, o que poderá resultar em uma redução de 2% a 5% nas emissões globais de carbono”, destacaram os autores.

Os pesquisadores estimaram os custos de um programa de dez anos para acabar com o desflorestamento e destacaram os benefícios dessa diminuição, como redução nas queimadas, na poluição do ar, em enchentes e na perda da biodiversidade, entre outros. O custo estimado estaria entre US$ 7 bilhões e US$ 18 bilhões, incluindo apoio a comunidades locais e melhoria no gerenciamento na fiscalização de áreas protegidas.
O montante poderia ser compensado, apontam os autores, por mecanismos como a Redução de Emissões para o Desmatamento e Degradação (REDD), em negociação no tratado climático das Nações Unidas, ou o recebimento de créditos de carbono.

O artigo The End of Deforestation in the Brazilian Amazon pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org


Informações da Agência Fapesp e da BBC Brasil

sábado, novembro 14th, 2009 | Author: admin

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, e o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, lançarão na segunda semana de dezembro o projeto piloto do programa que promete zerar o desmatamento causado pela pecuária na Amazônia.
As primeiras 19.300 propriedades rurais onde serão implantadas as Guias de Trânsito Animal (GTA) Eletrônica no estado já estão georreferenciadas

Após se reunir com Stephanes, a governadora disse que o lançamento será realizado no município de Marabá, um dos mais importantes do estado, no dia 9 ou 10 de dezembro, dependendo da confirmação de alguns compromissos de agenda. Além de Marabá, as 19.300 fazendas estão localizadas nos municípios de Eldorado dos Carajás, Água Azul do Norte, Ourilândia do Norte, Tucumã e São Félix do Xingu, mas Ana Júlia afirmou que 50 mil propriedades rurais já foram georreferenciadas no Pará e que, até o final do ano, serão 80 mil.
“O estado do Pará é hoje o que tem melhor condição de demonstrar a origem dos seus produtos, animais e vegetais, mostrando um combate concreto ao desmatamento ilegal. Hoje nós temos condição de que a pecuária no Pará gere desmatamento zero”, afirmou.
Para garantir a eficiência do programa, o governo federal vai cruzar, eletronicamente, os dados de georreferenciamento das fazendas com os de desmatamento na Amazônia. Se uma dessas propriedades estiver derrubando árvores ilegalmente, será identificada. Por outro lado, o pecuarista que respeitar o programa, terá mais credibilidade e mais mercados para a carne que produz.
Além dos governos federal e estadual, o programa tem outros parceiros, como a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), os frigoríficos Bertin e JBS-Friboi, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Federação de Agricultura e Pecuária do Pará (Feapa), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
A ideia do programa ganhou força depois que, em meados de junho deste ano, três grandes redes de supermercados - Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart - decidiram suspender a compra de carne de 11 frigoríficos localizados em áreas apontadas pelo Ministério Público Federal (MPF) no estado como de desmatamento. Somente em 2008, foram abatidos mais de 1,5 milhão de bovinos criados em propriedades rurais paraenses.

Agência Brasil

sábado, novembro 14th, 2009 | Author: admin

Entre agosto de 2008 e julho de 2009, a Amazônia perdeu 7 mil quilômetros quadrados (km²) de floresta. É a menor taxa anual de desmate já registrada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), desde o início do levantamento em 1988.
O número, que superou as expectativas do governo – que previa 9 mil km² – foi divulgado em 12/11 pelo diretor do Inpe, Gilberto Câmara. “É uma queda substancial. De longe a menor [taxa] desde que o Inpe começou a observação”, afirmou durante apresentação dos dados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e governadores de estados da Amazônia.
A taxa é calculada pelo Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), que utiliza satélites para observação das áreas que sofreram desmatamento total, o chamando corte raso. O menor índice registrado até agora era o de 1991, quando os satélites identificaram 11,03 km².
Em relação ao período anterior (agosto de 2007 a julho de 2008), quando o desmatamento atingiu 12,9 km², a queda foi de 45%.
“É um momento de muita alegria constatar que o esforço da sociedade brasileira de conter o desmatamento da Amazônia chegou a um nível muito satisfatório”, afirmou Câmara.
O Inpe registrou queda em quase todos os estados da Amazônia. Em Mato Grosso e no Pará, tradicionalmente líderes dos rankings de desmatamento mensais, a queda foi de 65% e 35%, respectivamente. Em Rondônia, a queda foi de 55%.
Apesar da redução, o Pará foi o estado que mais desmatou no período, com 3.680 km², seguido por Mato Grosso, com 1.047 km² , e Maranhão, com 980 km² a menos de florestas.
De acordo com o Inpe, a margem de erro da estimativa anual de desmatamento é de 10%, ou seja, pode resultar em uma variação de 700 km² para ou mais ou para menos quando os dados forem consolidados.

Agência Brasil

sábado, novembro 14th, 2009 | Author: admin

Deforestation in the Brazilian Amazon dropped nearly 46 percent from August 2008 to July 2009 — the biggest annual decline in two decades, the government says.
Analysis of satellite imagery by the National Institute for Space Research shows an estimated 7,008 square kilometers (2,705 square miles) of forest were cleared during the 12-month period, the lowest rate since the government started monitoring deforestation in 1988.
“The new deforestation data represents an extraordinary and significant reduction for Brazil,” President Luiz Inacio Lula da Silva said in a statement.The numbers have been falling since 2004, when they reached a peak of 27,000 square kilometers (10,425 square miles) cleared in one year, according to the space research institute.
The government credits its aggressive monitoring and enforcement measures for the drop, as well as its promotion of sustainable activities in the Amazon region.
But Paulo Gustavo, environmental policy director of Conservation International, says a major factor is the drop in world prices for beef, soy and other products that drive people to clear land for agriculture in the rainforest.
Satellite images from the space research institute have allowed government inspectors to increase enforcement, the government says.
The Brazilian Environment Institute reports confiscating about 230,000 cubic meters (8.1 million cubic feet) of wood, 414 trucks and tractors and 502,000 hectares (1.2 million acres) of land linked to illegal deforestation activities from August 2008 to July 2009. The government has also issued $1.6 billion in fines, the statement says.

sábado, novembro 07th, 2009 | Author: admin

New study suggests that carbon dioxide emissions caused by tropical forest destruction have been significantly overestimated

Research published in the journal Nature Geoscience says the figure the Intergovernmental Panel on Climate Change presented in 2007 is an overestimate. The panel said that 20 percent of the carbon dioxide produced by human activity was caused by loss of forests in countries such as Brazil and Indonesia. Van der Werf puts the number closer to 12 percent and says the panel figures are based on an exaggerated rate of tropical deforestation and outdated information.
The carbon dioxide emissions caused by the destruction of tropical forests have been significantly overestimated, according to a new study. The work could undermine attempts to pay poor countries to protect forests as a cost-effective way to tackle global warming.
The loss of forests in countries such as Brazil and Indonesia is widely assumed to account for about 20% of all carbon dioxide produced by human activity – more than the world’s transport system. The 20% figure was published by the Intergovernmental Panel on Climate Change in 2007 and was widely quoted after being highlighted by the Stern review on the economics of the problem. It is repeatedly used by Prince Charles and others as an incentive to push efforts to include forests in carbon trading.
Curbing emissions from deforestation is one of the main issues being discussed at a UN climate meeting in Barcelona this week, before crucial talks in Copenhagen next month.
But researchers led by Guido van der Werf, an earth scientist at VU University in Amsterdam, say that figure is an overestimate and that the true figure is closer to 12%. Publishing their analysis in the journal Nature Geoscience, they say the 20% figure was based on inaccurate and out-of-date information. “It’s a tough message because everybody would like to see forests better protected and it is difficult to tell them that carbon dioxide emissions are less important than assumed. Still, the good news of lower emissions is no bad news for the forests,” said Van der Werf.
The lower figure could make it harder to agree ways to reward forest protection, he said. “If you want to put a price on carbon [in forests] then you would get less carbon for your money now.”
The study showed previous assessments exaggerated the rate of tropical deforestation. It also took into account soaring emissions from fossil fuel burning since 2000, which reduces the relative role of deforestation. The scientists say 12% is an estimate, and the figure could be between 6% and 17%, but that the original 20% figure was equally uncertain.
Van der Werf said an important finding of the research was the previously unquantified emissions from tropical peatlands, which they say could be as high as 3% of global CO2 – more than the aviation industry. “The total contribution of deforestation and peatlands is about 15% and is still a substantial contribution to global CO2 emissions, and therefore remains a significant opportunity for global CO2 reduction,” he said.

sugarcane blog
The Guardian

sábado, outubro 31st, 2009 | Author: admin

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou resoluções proibindo a liberação de crédito para cultivo de cana-de-açúcar em áreas consideradas inadequadas pelo Zoneamento Agroecológico, instituído pelo Decreto 6.961, publicado no dia 19 de setembro. Dessa forma, fica regulamentada a proibição de financiamento para a produção nos biomas Amazônia e Pantanal, Bacia do Alto Paraguai e terras indígenas.
Entidades do setor sucroalcooleiro, apoiadas por alguns parlamentares, reivindicam que algumas dessas áreas sejam excluídas da proibição. Entretanto, o coordenador-geral da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Aloisio Melo, reforçou que está vetado o financiamento para áreas que o decreto define como inaptas ao plantio de cana.
“Se sair um projeto de lei mudando, serão feitas alterações, mas a resolução já regulamenta que onde o decreto diz que não é área apta está proibido o financiamento”, afirmou.
Na avaliação do governo, o zoneamento tornará a produção de etanol mais eficiente, estimulando o uso do biocombustível, menos poluente, produzido com a cana-de-açúcar. A intenção do governo é chegar a 2017 com um aumento de quase 100% na produção de etanol em relação ao volume atual, o que elevaria a área plantada para cerca de 1,7% do território do país.

Agência Brasil

segunda-feira, outubro 26th, 2009 | Author: admin

O diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Odenildo Sena, anunciou em Manaus (AM), a liberação de R$ 31 milhões para o financiamento de bolsas de doutorado, pós-doutorado e projetos de pesquisa voltados para o desenvolvimento científico regional.
Os recursos são da Fapeam, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação (MEC).
A insituição lançou o edital do Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Tecnologias para a produção de Biocombustíveis no Amazonas (Biocom), que vai financiar projetos na área de biocombustíveis, fomentando pesquisas para viabilizar o potencial produtivo de espécies nativas e o uso de recursos naturais. Para este programa estão reservados R$ 3 milhões.
“O Biocom é estratégico para o Amazonas e para o Brasil porque diz respeito ao investimento em fontes de energia limpa e renovável. Vamos investir em pesquisas centradas em oleaginosas da região que tragam benefícios diretos para comunidades isoladas do Amazonas”, disse Sena.
Em seis anos de existência, a Fapeam investiu aproximadamente R$ 200 milhões em pesquisas e em pesquisadores do Amazonas. A partir de março de 2010, 170 novas bolsas de doutorado estarão disponíveis no estado, por meio de uma parceria com a Capes e com o CNPq.

Agência Brasil