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domingo, dezembro 27th, 2009 | Author: admin

As mudanças climáticas são um fenômeno global, mas seus impactos sobre a saúde humana deverão ser muito maiores nas regiões mais pobres do mundo, de acordo com a norte-americana Kristie Ebi, diretora executiva do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).
Para a cientista, responsável pelo capítulo sobre saúde humana do quarto relatório do IPCC, o aquecimento global deverá expandir as áreas de alcance dos problemas que causam a maior parte das mortes infantis no mundo: desnutrição, malária e diarreia. Os impactos da mudança climática sobre a saúde estariam fortemente vinculados à pobreza, aponta.
Da mesma maneira que faltam recursos para pesquisas sobre as chamadas doenças negligenciadas – que serão especialmente exacerbadas pela mudança do clima –, segundo ela faltam também recursos para a pesquisa sobre o impacto do aquecimento global sobre a saúde.
Epidemiologista por formação, Kris, como é mais conhecida, já publicou mais de 80 artigos científicos, ao longo de 25 anos de experiência multidisciplinar em questões ambientais. Nos últimos 12 anos vem coordenando estudos sobre os impactos das mudanças climáticas sobre a saúde humana.
A cientista – que hoje vive em Alexandria, nas proximidades de Washington, nos Estados Unidos, onde é consultora independente sobre mudanças climáticas  – participou, em novembro, do encontro internacional “Impacto, adaptação e vulnerabilidades nas mudanças climáticas globais”, promovido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Kris também é autora do livro Integração entre Saúde Pública e adaptação à mudança climática: lições aprendidas e novas direções e é uma das coordenadoras da publicação Métodos de avaliação da vulnerabilidade da saúde humana e adaptação da saúde pública à mudança climática, da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Agência Fapesp, Fábio de Castro

Quais são as particularidades dos impactos das mudanças climáticas sobre a saúde nos países em desenvolvimento?
Kris Ebi – Os países em desenvolvimento são a principal preocupação em relação à mudança climática e saúde. A maior parte dos impactos que temos previsto será causado pela desnutrição, pela malária e por doenças diarreicas – problemas concentrados nesses países. Hoje, esses três fatores estão entre as principais causas de mortalidade infantil no mundo. Cerca de 85% dos impactos das mudanças climáticas atingem crianças de até cinco anos. Nessas regiões, a capacidade para lidar com esses problemas já é muito limitada. Os estudos sugerem que essas doenças serão uma questão a mais para enfrentar. A má nutrição, especialmente, é um problema crucial para esses países. E as mudanças climáticas, com certeza, poderão exacerbá-lo.

Então os problemas são os mesmos que já existem e o principal impacto é que a situação ainda vai piorar?
Kris Ebi – Pode piorar a ponto de fugir completamente do controle. Muitos modelos climáticos sugerem que haverá uma mudança na duração das estações – como a primavera chegando mais cedo, por exemplo – causando impacto na temperatura. Mais gente será atingida por esses problemas, já graves e certamente ficará mais difícil lidar com eles. Em geral, conforme diminui a latitude, aumenta o número de mortes infantis. Todo ano temos cerca de 2 milhões de crianças mortas por diarreia e 1 milhão por malária. Os estudos também indicam possibilidade de agravamento de casos de cólera, meningite meningocócica, dengue hemorrágica, doença de Chagas, febre amarela, encenfalite, leishmaniose e vírus do Nilo ocidental.

As áreas em que essas doenças têm maior impacto vão se expandir?
Kris Ebi – As áreas onde vemos esses problemas poderão se expandir, aumentando o alcance regional de doenças como a malária. Assim como poderão se expandir as áreas nas quais estão os vetores (os mosquitos). Já há evidências desses impactos: além da distribuição alterada de vetores, temos uma distribuição sazonal alterada de algumas espécies polinizadoras e um risco maior de mortes por ondas de calor.

Como esse aumento do alcance regional mudará o cenário para a malária?
Kris Ebi – A principal preocupação em relação à malária é a África, onde ocorre a maior parte dos casos. Com temperaturas mais altas e com mudanças nos padrões de precipitação, o mosquito anófeles, que é o vetor que transmite a doença, poderá começar a aparecer em terras mais altas, por exemplo, em que há grandes concentrações de população. Com isso, mais gente vai ficar exposta à doença.

Vários dos impactos sobre a saúde que a senhora mencionou correspondem à exacerbação de doenças negligenciadas. Há uma correlação entre esses impactos e a baixa renda?
Kris Ebi – Sim, o problema do impacto na saúde coincide basicamente com o problema da pobreza. A desnutrição está ligada a cerca de 50% dos 10,5 milhões de crianças mortas todos os anos. A mudança climática vai exacerbar esse problema, já que a elevação da temperatura deverá interferir na disponibilidade de recursos naturais como corpos d’água, condições do solo e umidade. Hoje, em todo o mundo, 12% da mortalidade infantil se deve às doenças diarreicas, que matam cerca de 5 mil crianças todos os dias. Em vários países de baixa renda, até 26% da mortalidade infantil se deve à diarreia. Sabemos que 88% da diarreia infantil é atribuída à água contaminada, condições sanitárias inadequadas e higiene precária. Com acesso ainda mais restrito à água, é evidente que isso irá se agravar.

Esses problemas também trarão reflexos econômicos para essas regiões já empobrecidas?
Kris Ebi – Avaliamos que em um cenário de 750 partes por milhão de dióxido de carbono na atmosfera em 2030 – um cenário péssimo –, o custo para tratar as doenças relacionadas ao impacto das mudanças climáticas na saúde aumentaria justamente com o crescimento dos problemas. Nesse cenário a diarreia cresceria 3%, a desnutrição 10% e a malária 5%.

Até que ponto é possível prever a magnitude desses impactos, para saber, por exemplo, quantas pessoas a mais serão atingidas? Parece haver infinitas variáveis. Como fazer previsões precisas?
Kris Ebi – Trabalhamos com um sistema composto por modelos muito complexos e existe gente trabalhando intensamente, em várias áreas, para desenvolver novos modelos que nos permitam entender melhor esses impactos sobre a saúde. O que estamos fazendo agora é fundamentalmente tratar de manter a pesquisa constante.

Há prognósticos sobre adaptação às mudanças climáticas em relação aos impactos na saúde?
Kris Ebi – A adaptação à mudança climática não é exatamente um problema a ser resolvido, mas um processo a ser gerenciado. A resposta a esses impactos envolve um processo interativo de gestão do risco que inclui tanto a mitigação como a adaptação. No caso da saúde, a adaptação inclui a redução da exposição ao risco – com políticas legislativas e alteração nas construções ou no ambiente natural. Inclui também a prevenção de fatores adversos, com sistemas de alerta preventivo, monitoramento e vigilância, programas de controle de vetores e educação pública e divulgação.

Em sua opinião, o IPCC e a comunidade científica em geral estão dando a importância necessária aos impactos sobre a saúde no mundo em desenvolvimento?
Kris Ebi – Sim, os impactos sobre a saúde são de fato uma verdadeira preocupação. Em 2008, a Organização Mundial da Saúde quis concentrar seus esforços em uma questão em particular e escolheu como foco os efeitos adversos das mudanças climáticas sobre a saúde. A partir daí, foi estabelecida uma agenda de pesquisas que estimulou os estudos na área. O IPCC, sem dúvida, trata a questão com toda a atenção. O grande problema é que, de modo geral, essa ainda não é uma área considerada como prioritária para os investimentos em pesquisa. Isso está mudando, o que é uma notícia muito boa. Mas ainda não temos fundos suficientes e o número de gente trabalhando nisso ainda não é compatível com a magnitude do problema.

E quanto à pesquisa que está sendo feita? Já há uma massa crítica de estudos ou estamos em fase muito inicial?
Kris Ebi – A principal preocupação em relação às mudanças climáticas e saúde, como eu já disse, corresponde às regiões do mundo onde se concentra a população de baixa renda. A pesquisa tem sido conduzida por cientistas de países desenvolvidos e, nos últimos anos, tem havido um aumento também dos estudos feitos por pesquisadores dos países em desenvolvimento. Mas esses estudos ainda não são efetivos porque há muito a fazer. Precisamos de mais gente. A pesquisa sendo feita hoje é, sem dúvida, muito boa em termos de qualidade. Mas precisa ser expandida.

Quais são os principais desafios nessa área de pesquisa?
Kris Ebi – Um deles já foi mencionado: a escassez de recursos. A falta de financiamento deixa as coisas difíceis, porque os pesquisadores precisam de investimento em seus estudos de pós-graduação. Precisamos também de dinheiro para montar estruturas computacionais capazes de fazer os modelos funcionarem melhor. Fundamentalmente, temos que atrair jovens dispostos a focar seus estudos e sua vida nessa área. Isso é um desafio considerável. Precisamos mudar o cenário atual, para que as pesquisas sejam levadas de fato às fronteiras do conhecimento. Temos que entender os impactos do clima na saúde em pouco tempo. Isso é crucial, não temos muito tempo para tentar reduzir esses impactos.

domingo, dezembro 27th, 2009 | Author: admin

A utilização do bagaço de cana-de-açúcar ocorre principalmente na queima em usinas para gerar energia elétrica. Mas pesquisadores estão desenvolvendo novos usos para o resíduo, que é considerado o mais importante na indústria sucroalcooleira. Uma alternativa é a geração de combustível, no chamado etanol de segunda geração.
O potencial é enorme, especialmente por causa da disponibilidade de matéria-prima. O volume desse subproduto representa cerca de um terço da produção de cana-de-açúcar no Brasil, que vem batendo recordes a cada ano. A safra de 2009, anunciada este mês pelo Ministério da Agricultura, ultrapassa 600 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, o que representa em torno de 200 milhões de toneladas de bagaço.
Melhorias genéticas obtidas em laboratório também contribuem para aumentar a biomassa do vegetal. Isso refletirá em plantas de maior porte e, consequentemente, com mais bagaço no fim do processo convencional de produção de açúcar e de etanol.
Foi pensando em dar um tratamento preliminar a esse rejeito que pesquisadores da Faculdade de Engenharia Agrícola da Universidade Estadual de Campinas (Feagri-Unicamp), coordenados pelo professor Luis Augusto Barbosa Cortez, desenvolveram um equipamento capaz de separar esse material heterogêneo em partes semelhantes.
Após a última moenda da cana, o bagaço torna-se praticamente um pó formado de partículas e fibras de vários tamanhos. A porção mais dura dessa mistura é rica em lignina e oriunda da parte externa do caule, sendo praticamente seca. Já o material mais mole é úmido e deriva do interior da planta. Essa é a melhor parte para entrar no processo de produção de etanol, por ser rica em celulose.
“A lignina é mais difícil de degradar, por isso a parte de dentro, com menor teor de lignina, é a ideal para ser submetida à hidrólise”, explicou Cortez, referindo-se ao processo que quebra o açúcar da celulose e o transforma em álcool. “A lignina é um agregador que oferece resistência à quebra das moléculas. Quanto menos lignina contiver o material, mais fácil é o processo de obtenção do álcool celulósico.”
Por isso, a classificação do bagaço obtida por meio da tecnologia desenvolvida pelo grupo da Feagri tende a ganhar cada vez mais importância à medida que avançam as pesquisas sobre a nova geração do etanol.
Criar uma tecnologia para classificar de maneira contínua e automática essas diferentes partes do bagaço da cana foi o desafio dos pesquisadores. Para isso, o grupo contou com o apoio da FAPESP, por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, e com a participação do professor Guillermo Roca, da Universidade de Oriente, em Cuba, que veio ao Brasil para participar do projeto.
Foram os trabalhos de Roca que estabeleceram os princípios gerais para construção do invento, um tipo de classificador pneumático. Nele, o bagaço é inserido por um orifício diagonal, localizado em sua parte superior, e empurrado por uma válvula rotativa sobre um fluxo constante de ar.
“As partículas grossas são então depositadas no fundo, as de tamanho médio ficam em um coletor na parte intermediária do dispositivo e as menores e mais leves são levadas pelo ar por um tubo curvo até um depósito mais alto”, afirmou Cortez. “Não é preciso preparar o bagaço antes de colocá-lo na máquina”, ressaltou.
Isso faz seu custo operacional ser interessante à indústria. Mesmo antes de se começar a produção do etanol de celulose, a separação do bagaço pode melhorar a qualidade dos vários destinos que esse subproduto tem recebido. A parte seca do bagaço, por exemplo, proporciona uma queima mais uniforme e eficiente para produzir energia termelétrica.
Enquanto a tecnologia não estiver pronta para a indústria, o bagaço continuará sendo empregado na produção de ração animal, fertilizante e, principalmente, de material de queima para alimentar caldeiras geradoras de energia elétrica dentro das usinas. Para isso, ele não recebe nenhum tratamento. “Ele não é sequer secado antes de ser queimado, o que diminui a eficiência da queima”, disse Cortez.
Quando se iniciar a segunda geração do etanol, a parte mais valorizada do bagaço será retirada do depósito inferior do classificador desenvolvido na Unicamp. Por meio de análises, o grupo averiguou que a fração mais grossa tem maior teor de celulose e quantidades menores de lignina, sendo a mais apropriada para a produção do álcool.
Além da indústria sucroalcooleira, o invento poderá ser útil em qualquer ramo de atividade que necessite separar materiais sólidos granulados heterogêneos. Por exemplo, grãos moídos na indústria alimentícia, hidrato de cal, na área de mineração, e o pó resultante da moagem de pedras, na construção civil.
A eficiência e a versatilidade do equipamento motivaram o depósito do pedido de patente por meio da agência de inovação Inova Unicamp.

Agência Fapesp, Fábio Reynol

domingo, dezembro 27th, 2009 | Author: admin

Maior produtor mundial de cana-de-açúcar e um dos principais exportadores de açúcar e álcool, o Brasil largou na frente no desenvolvimento de pesquisas biotecnológicas da cultura. Tanto é assim que hoje já são cerca de 50 pedidos de liberação planejada no meio ambiente protocolados na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Para ampliar o conhecimento sobre as pesquisas e o mercado da cana, o Conselho de Informações Sobre Biotecnologia (CIB) desenvolveu o Guia da Cana-de-Açúcar.

A publicação aborda a origem histórica da cultura da cana-de-açúcar, sua utilização atual e os mais recentes progressos científicos na área e contou com a colaboração de especialistas no tema, além do apoio de importantes instituições: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), Instituto Agronômico (IAC), Universidade Estadual Paulista - Unesp Jaboticabal e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Apesar do nível avançado das pesquisas com cana geneticamente modificada (GM) em outros países, a exemplo de África do Sul, Austrália, Estados Unidos e Cuba, “o agricultor brasileiro deve ser o primeiro a ter acesso à tecnologia”, explica Jesus Ferro, pesquisador da Unesp Jaboticabal. “Essas variedades devem trazer benefícios para o setor sucroalcooleiro, a economia brasileira, os consumidores e o meio ambiente”, acrescenta o pesquisador.

Entre as principais características das novas variedades de cana-de-açúcar em estudo estão a tolerância a herbicidas, a resistência a doenças e pragas, o aumento do teor de sacarose, a tolerância à seca e a melhoria do porte da planta.

O pesquisador Sizuo Matsuoka ressalta ainda a existência de pesquisas de genes que tornem as fibras da planta capazes de gerar produtos como bioplásticos, além de técnicas que visam aproveitar melhor as folhas e o bagaço da cana para produção de biocombustível e energia. “A aplicação da biotecnologia vai colocar a produção de cana-de-açúcar em outro patamar”, prevê. “O Brasil saiu na frente e deve continuar investindo para manter-se no topo deste mercado”.

A Diretora-Executiva do CIB, Alda Lerayer, considera essa uma excelente oportunidade, sobretudo para a liderança no mercado mundial do etanol, já que o País utiliza apenas 1% de sua área atualmente para esse fim. Brasil e Estados Unidos são responsáveis hoje por 70% da fabricação desse combustível no mundo. “Ao adotar variedades transgênicas, poderemos ampliar a vantagem competitiva nas exportações, o que terá importante repercussão na economia nacional”.

O guia contou com a consultoria técnica de pesquisadores brasileiros, entre eles: Eduardo Romano da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia; Edgar Gomes Ferreira de Beauclair, da Esalq; Jesus Ferro, da Unesp Jaboticabal; Marcelo Menossi, da Unicamp e Sizuo Matsuoka, engenheiro agrônomo, especialista no melhoramento de cana-de-açúcar.


Conselho de Informações Sobre Biotecnologia

domingo, dezembro 27th, 2009 | Author: admin

Here’s some more good news about our renewable energy future. Another nation has reduced greenhouse gas emissions, while not taking an economic hit. Canada’s top 10 industrial greenhouse gas emitters reduced their emissions by 9% in a year, while the economy grew in the meantime by 0.5%.

Syncrude Canada alone accounted for a startling 18% reduction, among the top ten, by simply investing in efficiency technologies to reduce the heat required to extract oil. The US Department of Energy this year demonstrated a similar technology to the oil industry here. Ormat co-produces electrical power on oil-fields by tapping into the waste heat fluids to produce a temporary man-made “geothermal” power.

This is further indication of a historical trend showing that cutting greenhouse gas emissions doesn’t have to damage economies. While Canada did no worse than before while switching to more renewable energy – some economies that adopt more renewable energy are actually thriving:

Europe’s results, for example, as tallied by the greenhouse gas registry at the European Comission show that Europe is on track to not just meet but to exceed its Kyoto goals to get 8% reductions below 1990 levels by 2012. The first fifteen signatories (EU-15) will meet and exceed their 8% target and 10 of the remaining 12 member states will meet and exceed their 6% target below 1990 levels by 2012.

Total EU-27 emissions are now estimated to be 13.6% lower than the base year level 1990, yet Europe’s economy grew 44% from 1990 to 2007.

A New Energy Finance study has some interesting insight into Europe’s success. Within just five years of the introduction of its greenhouse gas emissions-trading system; the cost of greenhouse gases is now a factor in investment decisions within the fossil industry.Dirtier energy plants are beginning to be closed down, and replaced with cleaner energy sources. ”By 2020 the European generating fleet will be materially cleaner than it is today,” said Guy Turner, the research firm’s director of carbon market research.

And China is now investing $9 billion every month on clean energy. It is about to host a tradeshow in the largest solar powered building on the planet. China initially invested $30 billion in renewable energy last year… and its economy had rebounded at 8% by mid 2009. Since this is happening even as exports drop sharply to a recession hit world, one can only assume that internal renewable energy infrastructure is accounting for some of this growth.

CleanTechnica, Susan Kraemer

domingo, dezembro 27th, 2009 | Author: admin

Mais da metade das pastagens da Amazônia está em processo de degradação. É o que indica uma estimativa feita pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que mostra que a recuperação das forrageiras na região é a alternativa para manter a competitividade da pecuária, sem elevar os índices de desmatamento.

Pesquisas voltadas à recuperação de pastagens foram apresentadas no II Rondônia Leite, evento que reuniu especialistas de todo o país, realizado no mês de novembro, em Rondônia.

“É preocupante a degradação de pastagens, não apenas na Amazônia, mas em todo o país”, salienta Marcos Roveri, diretor-executivo da Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras Tropicais (Unipasto). “O apoio do governo em programas de recuperação de áreas degradadas, hoje estimadas em 70 milhões de hectares, é um ótimo caminho para contribuir com a cadeia produtiva e, ao mesmo tempo, preservar o meio ambiente”, destaca Roveri.

Fatores naturais fazem da região Amazônica um importante pólo para a agropecuária e para o desenvolvimento de pastagens. O clima que combina temperaturas elevadas com um alto volume de chuvas é bom para o crescimento de forrageiras. Porém, como alerta Carlos Maurício Soares, pesquisador da Embrapa Acre, é importante recuperar a área quando ela se tornar improdutiva. A presença de fungos, a falta de manutenção do solo, o elevado número de animais por região de pastagem e as cigarrinhas, praga das forrageiras, são as principais causas de degradação.

Não existe uma fórmula certa para a recuperação das áreas de forrageiras, segundo Soares. Cada região precisa ser analisada para verificar as causas da degradação. É necessário que se faça um manejo adequado do solo e que as origens do problema sejam eliminadas, caso contrário a área pode continuar improdutiva.

O sistema de produção a pasto coloca o Brasil em uma posição privilegiada e competitiva juntos aos mercados internacionais. “O problema da degradação da pastagem precisa ser mais bem entendido por todos, para que o sistema seja produtivo e ao mesmo tempo sustentável”, adverte Roveri. “A recuperação das áreas evita que novas regiões sejam abertas para o pasto e, com isso, preservam o meio ambiente”, completa.

A Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras Tropicais (Unipasto) é uma associação composta por empresas e produtores de sementes de forrageiras distribuídos pelos Estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo. A entidade foi criada em 2002 a partir da parceria junto à Embrapa, com o objetivo de apoiar financeiramente a pesquisa no desenvolvimento de novas cultivares de forrageiras tropicais.

quinta-feira, dezembro 24th, 2009 | Author: admin

A Alstom assinou um protocolo de intenções com o Governo do Estado da Bahia para instalar sua primeira unidade industrial de turbinas eólicas no País. A cerimônia, realizada às 17 horas no Convento do Carmo, em Salvador, teve a participação de Jaques Wagner, governador da Bahia, James Correia, secretário nacional de Indústria, Comércio e Mineração, Philippe Delleur, presidente da Alstom Brasil, e Marcos Costa, vice-presidente do setor Power da Alstom Brasil.
A nova fábrica, instalada na Bahia, vai se dedicar à montagem de turbinas eólicas com capacidade instalada de 300 megawatts por ano. O investimento estimado é de R$ 50 milhões (aproximadamente 20 milhões de euros). De acordo com os termos e condições do protocolo, a fábrica deve entrar em operação no início de 2011.
” Com a instalação de sua primeira fábrica de turbinas eólicas no País, a Alstom consolida sua estratégia na região e o objetivo de se tornar uma peça fundamental no mercado eólico brasileiro. O setor de energia no Brasil tem um grande potencial para a produção com fontes alternativas. A Alstom tem a tecnologia e os conhecimentos necessários para contribuir para o desenvolvimento do setor de energia eólica”, afirma Philippe Cochet, presidente da Alstom Hydro.
” A Alstom, com seu portfolio global para energias renováveis, confirma sua liderança no mercado brasileiro também neste setor. Esta fábrica, a primeira da Alstom neste segmento no País, concretiza a entrada da empresa no cenário eólico nacional”, complementa Marcos Costa, vice- presidente do setor Power da Alstom Brasil e América Latina.
” O simbolismo da instalação da primeira fábrica para energia eólica da Alstom na Bahia é muito grande. Além de ser um ícone internacional nas áreas de transporte e de energia, representa nossa inserção na indústria das energias renováveis. Teremos a oportunidade de captar investimentos e transferência de tecnologia no segmento eólico, além de adicionar novas receitas fiscais e mais empregos para a Bahia”, afirma o secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia.
A Alstom acredita no vento como uma fonte viável de energia limpa e para auxiliar a reduzir as emissões de CO2 e outros poluentes que prejudicam o ambiente. A empresa atua em energia eólica em diversos países.
Em setembro de 2009, o Brasil tinha 547 MW instalados em energia eólica, com mais 337 MW em construção e um adicional de 382 MW em contratos para produção de turbinas, todos sob o Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica). Uma vez que esses projetos estão em andamento entre 2009 e 2010, logo teremos 1.4 GW instalados. Nas condições atuais, o Brasil poderia instalar cerca de 500 MW por ano.
O anúncio da primeira fábrica de eólicas da Alstom no Brasil coincide com o resultado do primeiro leilão de energia eólica, realizado no último dia 14, que vai gerar 1.8 GW, sendo que a Bahia conta com 18 dos 71 projetos aprovados, o que representa 390 MW.
Entre os municípios baianos com potencial para produzir energia eólica, destacam-se Tucano, Juazeiro, Campo Formoso, Jacobina, Igaporã, Caetité, Brotas de Macaúbas, Sobradinho, Morro do Chapéu, Ourolândia, Cafarnaum, Vitória da Conquista, Mucugê, Ibicoara, Conde, Casa Nova, Pindaí, Guanambi e Riacho de Santana.

Tribuna do Norte

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quinta-feira, dezembro 24th, 2009 | Author: admin

A demanda de energia deve crescer 9,4% em 2010, segundo a nota técnica “Projeção da demanda de energia elétrica para os próximos 10 anos”, divulgada ontem pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O consumo de energia estimado para o próximo ano é de 455,2 mil gigawatts-hora (GWh).

Estima-se que entre 2010 e 2018 o consumo total de eletricidade no Brasil cresça a uma taxa média de 5,2% ao ano, chegando a 681,7 mil GWh em 2018 e resultando em uma elasticidade-renda de 1,04 para o período.

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quinta-feira, dezembro 24th, 2009 | Author: admin

Sugarcane ethanol powerhouse Brazil might just have a whole new market to sweeten up. The South American nation is likely to take advantage of China’s agreement to lower the tariff on imports of ethanol to 5% from the previous 30%.
The Finance Ministry announced the new import tax for alcohol and other spirits denatured of any strength will be effective from 1 January 2010.
However, traders are cautious. ‘The low tariff appears to make imports of fuel ethanol viable. But we are studying if there are other restrictions,’ one trader comments, adding the industry is talking about an additional 5% of consumption tax on top of the tariff.
The Chinese government aims to blend 2 million tonnes of ethanol in petrol by 2010 and 10 million tonnes by 2020 to reduce greenhouse gas emissions. But ethanol production has been weaned off food-based grain feedstocks.
The world’s most populous nation has also seen lack of feedstock expansion due to limited farmland and water resources. Armed with this knowledge, Brazil has long urged China to import its fuel ethanol in addition to China’s own production.

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quinta-feira, dezembro 24th, 2009 | Author: admin

A diretoria da Agência Nacional de Petróleo (ANP) aprovou ontem novas regras para a comercialização do etanol. A principal novidade é a criação de duas novas figuras neste mercado: as empresas responsáveis pela comercialização do etanol e o agente operador de bolsas de mercadorias e futuros. A proposta havia sido encaminhada pela indústria canavieira, em busca de mais liquidez e também para tentar evitar as variações bruscas no preço do combustível, por meio do controle de oferta.

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quinta-feira, dezembro 24th, 2009 | Author: admin

The Major Economies Forum on Energy and Climate (MEF), representing the 17 largest economies, launched a Global Partnership at the COP 15 in Copenhagen to spur development and deployment of low-carbon technologies in response to the dangers of climate change.
Italy and Brazil, considering their experience as Chair and Co-chair of the Global Bioenergy Partnership (GBEP), offered to lead the preparation of the Bioenergy Technology Action Plan, in consultation with MEF Partners.
As an initial step, MEF countries have developed ten Technology Action Plans (TAPs), focused on areas such as advanced vehicles, carbon capture, energy efficiency, smart grids and renewable energy sources such as bioenergy. In all, these TAPs address roughly 80% of the energy-related global CO2 abatement potential identified by the International Energy Agency. Each of the TAPs contains potential actions for national leaders to consider, including the mitigation potential of the technology, barriers and best practice strategies to overcome them, and a menu of potential government actions to move towards best practice policies as appropriate to their respective national circumstances and priorities.
The report focuses on issues such as reliable feedstock supply infrastructure, improved conversion technologies and effective distribution and delivery of products. It also outlines barriers to bioenergy development such as high production costs, process integration and flexibility, feedstock availability and logistics, technology access and capacity, investment, trade barriers, institutional barriers, standards and sustainability compliance costs.
“Biofuels can potentially compete with conventional energy in terms of price and can enhance air quality in large cities while helping to reduce emissions of greenhouse gases,” the report states. “In addition, bioenergy can contribute to energy security and bring new economic development to agro-industry in tropical countries.”

The action plan identifies three main opportunities of accelerating the development and deployment of bioenergy:

Firstly, supporting innovation by
•    identifying or fostering the establishment of international regional centres of excellence in bioenergy R&D and innovation networks that connect researchers and industry along the whole bioenergy value chain
•    undertaking joint demonstration projects in ligno-cellulosic biofuels, integrated food and energy systems and other innovative bioenergy technologies or practices, including business models

Secondly, accelerating deployment by
•    identifying the principles, conditions and institutional frameworks that will best facilitate the deployment of technologies for sustainable bioenergy
•    establishing or enhancing frameworks for co-operative action to help shift from traditional to modern bioenergy
•    undertaking joint technology transfer projects in proven bioenergy technologies

And, thirdly, facilitating information flows by
•    considering membership of GBEP
•    facilitating regional hubs and the sharing of information

For its part, Italy has said it is profoundly committed to the actions identified by the MEF and firmly believes GBEP is the key framework for ensuring implementation of clean technologies for sustainable bioenergy and achieving reductions in related GHG emissions.

Global Bioenergy Partnership - GBEP