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sábado, abril 25th, 2009 | Author: admin

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) anunciou uma parceria inédita com as quatro maiores montadoras com fábricas no Brasil - Fiat, Ford, General Motors e Volkswagen - é uma iniciativa “histórica”. A afirmação foi feita pelo presidente da UNICA, Marcos Sawaya Jank, durante entrevista coletiva para o lançamento da parceria realizada na sede da entidade. As quatro montadoras vão distribuir exemplares da Cartilha do Etanol, produzida pela UNICA em 2008, nos carros flex comercializados a partir de maio de 2009. No total, mais de dois milhões de cartilhas serão distribuidas juntamente com os manuais de proprietários até abril de 2010.“O etanol representa um futuro energético mais seguro para o mundo e o Brasil detém essa tecnologia e a aplica com sucesso, contribuindo de forma significativa para a redução das emissões de gases causadores do efeito estufa. A qualidade do produto brasileiro vem sendo atestada por estudos independentes de várias entidades do mundo e figura como a melhor opção comercial aos combustíveis não-renováveis”, afirmou Jank.A cartilha foi produzida para a campanha publicitária de 2008 do setor sucroenergético nacional, como parte de um esforço de conscientização ampla sobre os ganhos proporcionados pela produção e uso do etanol como alternativa aos combustíveis fósseis. Estudos que consideram dados apurados durante todo o processo, do plantio ao uso do combustível em veículos, mostram que o etanol de cana-de-açúcar reduz em até 90% as emissões de gases causadores do efeito estufa em comparação com a gasolina.
“Quando a UNICA nos procurou para falar sobre o projeto de parceria, abraçamos a idéia com muito entusiasmo. É uma oportunidade de divulgar os benefícios ambientais do etanol brasileiro”, afirmou durante a coletiva o presidente da General Motors do Brasil e Mercosul, Jaime Ardila. “Hoje a GM produz 20 modelos flex. Em 2012, 60% da frota brasileira poderá rodar com biocombustível”,adicionou Ardila.
Além do combate ao aquecimento global e às mudanças climáticas com a redução dos gases de efeito estufa, o setor sucroenegético brasileiro gera mais de 850 mil empregos, promove constante desenvolvimento tecnológico e gera divisas através de exportações crescentes. Desde a implantação do Proalcool na década de 70, estima-se que o Brasil economizou mais de US$80 bilhões em divisas que teriam sido utilizadas para importar petróleo.

Representando a Fiat Automóveis na coletiva, o gerente de relações institucionais Marcus Vinicius Aguiar afirmou que os automóveis flex são um grande orgulho para a Fiat. “Recebemos muitas visitas internacionais em busca de uma tecnologia que é nossa, para tentar implementá-la em seus países.”

“A Volkswagen sempre acreditou no uso do etanol como combustível, sendo a única empresa no Brasil que nunca deixou de produzir veículos a álcool, desde a época do Proálcool”, afirmou o diretor de relações institucionais da Volkswagen, Antonio Megale, que acrescentou ainda que considera o programa brasileiro de etanol o programa de utilização de biocombustível mais bem sucedido no mundo.
Desde a criação da Cartilha do Etanol, cerca de um milhão de exemplares da publicação já foram distribuídos encartados em diversas publicações e através de outras parcerias. Agora, a cartilha estará nos porta-luvas de todos os veículos flex destas quatro montadoras, junto com o Manual do Proprietário e outros materiais informativos que acompanham automóveis novos.
“A cartilha deixa bem claras as vantagens do etanol brasileiro. Nós vamos traduzi-la para o inglês e mandar a toda nossa equipe fora do País para divulgar essas informações e ampliar o conhecimento sobre os impactos econômicos e ambientais do uso do etanol”, afirmou o gerente de imprensa especializada da Ford Brasil, Célio Galvão.

Brazil´s top automakers to distribute 2 million copies
of Ethanol Handbook


Starting in May, buyers of all flex-fuel models manufactured in Brazil by Fiat, Ford, General Motors and Volkswagen will find extra reading material in the glove compartment of their new cars. Along with the owner´s manual, they´ll receive the Ethanol Handbook, a concise, to-the-point overview of the advantages of using ethanol instead of gasoline, produced by the Brazilian Sugarcane Industry Association (UNICA).
The unique partnership, described as “historic” by UNICA president and CEO Marcos Jank, was launched with a news conference at UNICA headquarters in São Paulo on Wednesday, April 14. “Ethanol points to a more secure energy future for the world, and Brazil has the technology and is applying it successfully, which makes for a significant contribution to reduce greenhouse gas emissions. The quality of Brazilian ethanol has been verified by numerous independent studies by solid, credible organizations the world over. Quite simply, it is the best commercially available option in terms of renewable fuels today”, Jank said.
Produced in 2008 as part of UNICA´s annual advertising campaign, the handbook focuses on gains from the large-scale production and use of ethanol in Brazil as an alternative to gasoline. These go far beyond a sharp price advantage in favor of ethanol, which traditionally has been the main reason behind its success in Brazil. Various studies quoted in the handbook, from sources like the International Energy Agency, show that using ethanol instead of gasoline reduces emissions of greenhouse gases by up to 90%.
“When UNICA contacted us about this partnership, we embraced the idea with a great deal of enthusiasm. It´s an opportunity to publicize the environmental benefits of Brazilian ethanol”, said Jaime Ardila, president of General Motors for Brazil and the Mercosul countries. He added that GM currently offers 20 flex-fuel models in Brazil, which run on any proportion of gasoline or ethanol. The company projects that 60% of cars on the road in Brazil by 2012 will be flex-fuel.
Beyond its benefits in the fight against global warming and climate change, ethanol is a major economic development tool in Brazil, where the sugarcane industry employs about 850-thousand people. Strong economic development in locations where the industry is more active was also mentioned at the news conference, as well as the fact that ethanol is gradually becoming an important export product for Brazil. Since the launch of the country´s ethanol program in the 1970s, ethanol production and use has also reduced Brazil´s oil imports by more than US$80 billion.
Representing Fiat at the partnership launch, the company´s institutional relations manager, Marcus Vinicius Aguiar, described flex-fuel cars as a source of pride for the italian automaker: “We are constantly visited by groups from various parts of the world in search of a technology we control, to try and implement it in their own countries”.
“Volkswagen has always been a firm believer in the use of ethanol as a motor fuel, and clearly Brazil´s program is the most successful in the world when it comes to commercial scale production and use of a biofuel”, added the german auto giant´s institutional relagions director, Antonio Megale.
Speaking for Ford, media relations manager Célio Galvão described the handbook as a useful description of the clear advantages of Brazilian ethanol. “We plan to translate it to English and distribute copies to Ford operations around the word, so more people can access the information and have a better grasp of the economic and environmental impacs of ethanol use”, he concluded.
Prior to the agreement with the automakers, UNICA had already distributed over a million of its handbooks in 2008 as inserts in major publications and through other partnerships, including one with german chemical giant BASF announced earlier this year. Together, the four automakers involved in the partnership with unica answer for 80% of the Brazilian car market. The companies expect to distribute just over two million Ethanol Handbooks between May of 2009 and April of 2010.

Site UNICA

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sábado, abril 25th, 2009 | Author: admin

A Petrobras colocou em marcha um ambicioso projeto de pesquisa em biocombustíveis que envolve tanto desenvolver novas matérias-primas para a produção de combustíveis quanto novas rotas tecnológicas. Neste sentido, estão sendo gastos R$ 530 milhões nos próximos cinco anos em pesquisa e desenvolvimento do setor, sem contar outros investimentos em produção comercial e infraestrutura, como alcoodutos.
As informações foram detalhadas pela gerente de energia renováveis do Centro de Pesquisa da Petrobras, o Cenpes, Maria Cristina Espinheira Saba, durante o 2º Simpósio Nacional de Biocombustíveis, na UFPE.
No Cenpes, há pesquisas sobre biocombustíveis em três linhas: etanol, biodiesel e H-bio. No etanol, a Petrobras entrou na pesquisa que mais chama a atenção dos debates sobre biocombustíveis no mundo: o desenvolvimento de combustíveis de segunda geração. Hoje, a produção está diretamente ligada à capacidade de expansão agrícola, mas na segunda geração dos biocombustíveis será possível produzir a partir de resíduos de celulose. O nome é complicado, hidrólise enzimática de lignocelulose, mas significa fazer etanol também do bagaço, e não apenas do caldo fermentado. “Não existe ainda planta comercial desse tipo no mundo, apenas plantas de demonstração. Quem dominar essa tecnologia primeiro ganha o jogo”, afirmou Maria Cristina. A primeira planta de demonstração da Petrobras está sendo estruturada e uma meta tentativa de ter produção viável é para 2015.
No caso do biodiesel, há duas plantas experimentais do Cenpes em Guamaré, no Rio Grande do Norte. Uma trabalha a rota tecnológica mais conhecida de pegar o óleo e transformar em biodiesel. A outra rota é recente e motivo de desenvolvimento da Petrobras. Trata-se de fazer biodiesel diretamente das sementes de oleaginosas, pulando a etapa de transformação em óleo. “Estamos trabalhando com isso em laboratório e tem a vantagem de pular uma etapa. No momento estamos estudando a viabilidade ou não desse projeto se tornar comercial”, comentou.
Por fim, as pesquisas com H-bio continuam, apesar do pouco interesse comercial da Petrobras neste momento. O H-bio é a adição, diretamente no processo de refino, de óleos vegetais. A despeito da tecnologia estar bem desenvolvida, a Petrobras não está utilizando hoje nas refinarias já adaptadas ao processo porque o preço do óleo vegetal está mais caro do que o petróleo, não compensando essa adição. “O nosso papel é desenvolver a tecnologia. A decisão de utilizar ou não é da área comercial”, explicou a pesquisadora.
Em biocombustíveis de modo geral, incluindo investimentos em etanol, a Petrobras prevê gastar US$ 2,8 bilhões entre 2009 e 2013, de acordo com o novo planejamento estratégico da companhia. A Petrobras Biocombustível, a mais nova subsidiária da empresa, já opera três plantas de biodiesel no semi-árido, em Quixadá (CE), Candeias (BA) e Montes Claros (MG). Juntas, as unidades possuem capacidade anual de produção de 171.000 m³ por ano.

Petrobras Biocombustível tem novo presidente

O Conselho de Administração da Petrobras Biocombustível, reunido nesta quinta-feira, dia 16/04, nomeou Miguel Soldateli Rossetto para exercer a Presidência da empresa, a partir de 1º de maio, em substituição a Alan Kardec Pinto, que está se aposentando. Rossetto estava à frente da Diretoria de Desenvolvimento Agrícola, Suprimento e Comercialização desde a criação da empresa em 29 de julho de 2008.
Miguel Rossetto integrou o quadro de funcionários da Petroflex S/A (Empresa do sistema Petrobras até 1992) - Pólo Petroquímico de Triunfo, RS, de 1984 e 2004. Graduado em Ciências Sociais pela Universidade do Vale dos Sinos (RS), foi vice-governador do Rio Grande do Sul (1999-2002) e Ministro de Estado do Desenvolvimento Agrário (2003-2006), onde participou da criação e coordenação do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel e da elaboração do Selo Combustível Social.
Alan Kardec coordenou o grupo de trabalho de criação da Petrobras Biocombustível. Ele foi indicado para a Presidência e conduziu a nova empresa nos seus primeiros passos. Em quarenta e um anos na Petrobras, Kardec desenvolveu extenso currículo profissional na área de Abastecimento e Refino, atuou como gerente executivo da Área de Abastecimento, de 2004 a 2007, sendo responsável por onze refinarias no Brasil. Trabalhou ainda nas refinarias Gabriel Passos (Betim – MG), Duque de Caxias (Caxias – RJ), Henrique Laje (São José dos Campos – SP) e na Refinaria do Planalto (Paulínia – SP), nesta última na função de gerente geral.

Com informações do Jornal do Commercio (PE) e da Gazeta Mercantil (SP)

quarta-feira, abril 22nd, 2009 | Author: admin

Em nova fase, projeto otimiza aproveitamento da floresta e pode melhorar ganhos com produção de madeira em até 30 vezes

Um projeto que atua desde 2000 na fronteira agrícola do noroeste do Mato Grosso vai passar a ajudar agricultores assentados pela reforma agrária na região a valorizar em até 30 vezes a madeira que produzem. Com o aumento nos ganhos vindos da produção já existente, a iniciativa inibe a abertura de mais espaços na Amazônia para a agricultura, preservando uma região que sofre forte pressão agropecuária.
A valorização da madeira ocorrerá na busca de parcerias para a compra de 20 serrarias portáteis, que devem atuar na transformação da matéria-prima para que não seja vendido o tronco bruto, agregando valor ao produto. Cada máquina dessas tem capacidade para atender a produção de 150 famílias por ano.
A iniciativa faz parte da nova fase do projeto Promoção de Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade nas Florestas de Fronteira do Noroeste do Mato Grosso , que atua no desenvolvimento econômico de grupos indígenas, seringueiros e pequenos agricultores com ações para a conservação da biodiversidade da região, pertencente ao bioma amazônico. A ação, que atende a 2.500 famílias, tinha o final previsto em 2009, mas, em março, decidiu-se que seria prorrogada até 2010.
“O objetivo é replicar [as ações já realizadas], é ser revertido para políticas públicas”, define Paulo César Nunes, um dos coordenadores do PNUD no trabalho. Plácido Costa afirma ainda que está em elaboração um projeto de continuidade, “para que os grupos [beneficiados] sejam protagonistas, possam trabalhar com uma autogestão, e as associações de indígenas e agricultores sejam as agências executoras.”

Novos campos
Além do trabalho com madeira, o projeto também pretende ampliar uma de suas principais áreas de atuação junto aos beneficiados: a valorização da extração de castanha do Brasil (também conhecida como castanha do Pará) nas reservas indígenas e nos assentamentos.
Até 2010, a meta será trabalhar na instrução de integrantes das aldeias e assentamentos para otimizar o cultivo, para que “quando o projeto acabar, fique a capacidade técnica para estes povos”, explica Plácido Costa, integrante da equipe do PNUD na ação.
Outra ação prevista para a nova fase, voltada especificamente para os índios rikbaktsa, é a construção de um site para dar mais visibilidade às “jóias da floresta” (bijuterias feitas com recursos da Amazônia). Costa diz que a extração da castanha é uma atividade majoritariamente masculina nas aldeias indígenas. “As mulheres acharam o nosso trabalho com a castanha muito legal, mas perguntaram ‘E a gente, como fica?’”, conta. O site chega para trabalhar com produtos feitos pelas mulheres. “O ponto principal é que elas estão se organizando”, explica.

Conquistas
Em seus nove anos de existência, o programa realizou a ampliação de unidades de conservação na região — que, por sofrer forte pressão agropecuária, tem importância estratégica para a preservação da Amazônia. Além disso, incentivou atividades econômicas que valorizam a floresta em pé (chamados de sistemas agroflorestais), principalmente nas áreas de corredor ecológico (regiões que ficam entre uma unidade de conservação e outra e são importante para a livre circulação das espécies e a troca genética). Os recursos para realizar as ações vem do GEF (Global Environment Facility). Elas são executadas pelo PNUD em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso.
A iniciativa otimizou em algumas regiões os processos para a extração e colheita da castanha na época certa e o beneficiamento do produto, fazendo com que o preço final dela passasse de R$ 0,35 o quilo para R$ 2,10 (hoje, o valor está em R$ 1,60 em razão das variações do mercado). Outros produtos valorizados, como o palmito de pupunha, também foram introduzidos na produção agrícola dos pequenos produtores. Assim como a valorização da madeira, o objetivo aqui é que eles melhorem seus rendimentos, usando o mesmo espaço para a agricultura.
O maior mérito do projeto, para Plácido Costa foi “sair da teoria e conseguir construir caminhos, mostrar que a floresta em pé tem seu valor na geração de renda. Antes, a reserva legal era vista como um obstáculo para os agricultores, porque a lógica era derrubar as árvores para plantar. Os índios nos falam ‘Antes, meus filhos iam trabalhar na terra dos fazendeiros, agora eles trabalham na minha terra’”.

Inclusão
O projeto pretende ainda fazer um monitoramento de como a verba do ICMS ecológico (imposto recebido pelos municípios do Mato Grosso que têm unidades de conservação) está sendo usada pelas prefeituras, assim como identificar os produtos não madeireiros que podem ser extraídos da Reserva Extrativista Guariba Roosevelt (uma das que foram ampliadas com os trabalhos dos anos anteriores), entre outras ações.
Outra ação, que ocorre paralelamente aos trabalhos, é a transformação do antigo Conselho Gestor do projeto em representante do Território do Vale do Juruena no programa Territórios da Cidadania do governo federal.
O conselho é composto por associações de trabalhadores, cooperativas, representantes do poder público, de agências do governo federal e estadual e do INCRA, e já foi “promovido” a consórcio intermunicipal, o que lhe deu o direito a receber recursos diretamente do governo do Estado. Agora, o mesmo grupo será o representante do Território do Vale do Juruena, e receberá recursos do governo federal, o que viabiliza ainda mais a auto-suficiência das atividades implantadas na região. Este ponto exemplifica bem as metas atuais de levar autonomia para os agentes locais e é fruto do “capital social que o projeto levou para a região”, define Nunes.

Mariana Desidério - PNUD Brasil

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quarta-feira, abril 22nd, 2009 | Author: admin

O ministro de Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou em 13.04.2009 as novas regras para o licenciamento de térmicas a carvão mineral e óleo combustível.
As usinas terão de apresentar, no pedido de licenciamento prévio, um plano de mitigação que inclua reflorestamento e investimento em fontes de energia limpa e eficiência energética.
As exigências serão feitas também para as usinas existentes no momento da renovação da licença de operação.
Os recursos serão divididos em um terço para plantio de árvores e dois terços para as renováveis, como eólicas e biomassa.
No caso do reflorestamento, os empreendedores terão que manter a floresta obedecendo a um plano de manejo, que prevê o cuidado por até 10 anos. Para Minc, o MMA não está criando nenhum custo novo para as usinas. “Esse custo sempre existiu, mas acabava sendo pago por toda a sociedade”, afirmou o ministro.
Ele explicou que as medidas são necessárias para o país cumprir as metas do Plano Nacional de Mudanças Climáticas. As regras valem para os empreendimentos dependentes de licenciamento do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e  Recursos Naturais Renováveis. Para as usinas com licenças dependes dos estados, as regras serão definidas pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente.

Agência Brasil

quarta-feira, abril 22nd, 2009 | Author: admin

O ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, assinou portaria , em 17.04.2009, instituindo o Painel Brasileiro sobre Mudança do Clima - IPCC Brasil. Esse fórum, nos moldes do Painel Intergovernamental da ONU sobre clima, vai reunir 300 renomados cientistas e pesquisadores brasileiros de várias instituições como Inpe, Embrapa, Coppe, centros universitários, entre outras, para atualizar os dados referentes a mudanças climáticas do país. Os mais recentes datam de 1994.O ministro acredita que com o apoio da comunidade científica será possível aproximar essa discussão da população brasileira. “Não basta ter plano, meta, Fundo Amazônia. É preciso o apoio da comunidade científica brasileira”, disse Minc, conclamando os cientistas a um esforço para atualizar os dados e projetar o Brasil nas discussões sobre o tema nos fóruns internacionais.Ele lembrou que o Brasil na última Conferência do Clima, em Póznan, na Polônia, no final de 2008, saiu de uma posição defensiva para uma de protagonista em relação a metas para redução das emissões de gases estufa e afirmou que os cientistas brasileiros terão papel fundamental nesse protagonismo.“O IPCC reúne três mil cientistas das mais diversas partes do mundo que estudam as mudanças climáticas de uma maneira global. Com esse painel genuinamente brasileiro nós poderemos formular dados com base na nossa realidade”, disse o ministro. Ele acredita que esse painel é mais um passo para que o Brasil cumpra suas metas de redução de emissões dos gases estufa. “Seria uma vergonha nacional ter um plano de metas e não cumpri-las”, acredita Minc.
Para a secretária Nacional de Mudanças do Clima, Suzana Khan, que também participou do encontro, “o painel é importante porque vai definir o que interessa para o Brasil sobre mudança do clima, além de ajudar na tomada de decisões específicas sobre o país nos fóruns internacionais”.

A criação do painel é mais um dos passos que vêm sendo dados pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo governo brasileiro na redução das emissões e se soma a iniciativas como a medida adotada recentemente obrigando as térmicas a carvão e óleo a compensarem suas emissões de gás carbônico, as medidas de contenção de desmatamento e a inclusão do uso de placas solares nas casas do programa de habitação do governo federal para baixa renda, disse
Minc. Os cientistas terão um mês para apresentar um cronograma de trabalho. O apoio financeiro ao grupo será do Pnuma.

Ministério do Meio Ambiente

terça-feira, abril 21st, 2009 | Author: admin

Taking advantage of the opportunity provided by the G20 summit in London, Prince Charles - also head of the Prince’s Rainforest Project - summoned a meeting with leaders of the world’s largest economies to discuss solutions to halt the deforestation of rainforests across the world.

The meeting was attended by French president Nicolas Sarkozy; Indonesian president Susilo Bambang Yudhoyono; US secretary of state Hilary Clinton; Italian prime minister Silvio Berlusconi; German Chancellor Angela Merkel; European Commission president Jose Manuel Barroso; World Bank president Robert Zoellick; and UN secretary-general Ban Ki-moon, amongst others. Brazil was represented by chanceler Celso Amorim and the general director of the Brazilian Forest Service (Serviço Florestal Brasileiro/SFB), Tasso Azevedo.

At the St James’ Palace meeting in London, Prince Charles announced the results of an 18-month study focused on finding a way to channel funds to protect forests as part of the fight against climate change. The prince urged leaders to support an “emergency package” to save forests by diverting up to US$ 15 billion every year, from 2010 to 2020, to tropical nations such as Brazil and Indonesia. Donor nations would be asked to commit to long-term funding, money could be held and allocated by a new global body - and tropical countries would be free to choose how to spend it.
In a foreword to the report setting out the project’s findings, Prince Charles said: “If deforestation can be stopped in its tracks, then we will be able to buy ourselves some much needed time to build the low-carbon economies on which our futures depend. If we fail, global warming will occur faster and more dramatically… Knowing this I felt I should do all in my power to help find some kind of solution”.

The project suggests rainforest nations could sign up to five-year contracts under which they would commit to reducing deforestation to agreed levels - and would then receive annual payments in return. But the money would only be paid if satellite pictures confirmed that trees were being protected as promised. It says: “This would be a businesslike arrangement, a service contract under which the world pays rainforest nations for delivery of ecosystem services, rather than providing aid in a traditional way”.

World leaders agreed to establish an international working group to present a model for the idea until next July. The goal is to find a model which everyone agrees upon before the COP 15 (United Nations Climate Change Conference) to be held from December 7 to 18, in Copenhagen.
According to Brazilian Forest Service Tasso Azevedo, the high-level meeting “proved that we have managed, once and for all, to include forests and their sustainable use in discussions leading to the Climate Change Conference”
In Brazil, minister of the Environment Carlos Minc said he considered the discussion around the idea of creating an international mechanism “positive and emblematic”, and that it revealed the Brazilian Amazon Fund’s potencial for attracting funds for projects in the world’s largest rainforest.
“We must be like a showroom to the world - offering projects focused on recuperating degraded areas and on promoting payment for environmental services, for example”, he said. Minc also mentioned that Brazil was the first country (post-Kyoto) to establish a legal way of drawing in funds for forest conservation.

Ministry for the Environment

terça-feira, abril 21st, 2009 | Author: admin

Petrobras plans to invest, with partners, around US$ 3,4 billion by 2012 in the production, storage, and transport of the fuel

Suported by the know-how acquired in the 1970s, when it led the Brazilian government’s National Program for Alcohol - Proálcool, and considering the increasing demand for biofuels and energy sources that enable a reduction in greenhouse gas emissions in the atmosphere, Petrobras is investing heavily in ethanol. By 2012, it will set aside, with partners, around US$ 3.4 billion for the production, storage, and transport of the fuel.

The advantages of ethanol make it an attractive fuel. In social terms, in the case of Brazil, it generates employment and income in the countryside. In environmental terms, in harmony with the Kyoto Treaty and international agreements for the reduction of gas emissions, it prevents the emission into the atmosphere of millions of tons of carbon dioxide, one of the greenhouse gases responsible for raising the Earth’s temperature. In addition, ethanol meets the demand from the transport sector for fuels not derived from oil.
More specifically, Brazilian ethanol also brings Brazilian ethanol costs less to produce and brings a better energy return than the American product advantages in relation to that produced by other countries. The production cost of the Brazilian product, made from sugarcane, is between 20 and 25 US cents per liter, whereas the ethanol produced from corn in the United States costs around 10 US cents more per liter. Brazilian ethanol also brings a better energy return. For each unit of energy utilized in the production process, there are between eight and twelve units of energy generated by ethanol. In the case of ethanol from North American corn, this ratio falls to only 1.3 to 1.8 units of energy obtained.

Production guaranteed
Considering that Brazil is the world’s second largest producer of ethanol, supply will not be a problem, especially because the plan is to produce more to export more, without affecting the internal market.
Regarding the production of ethanol in Brazil for use in the energy sector in Japan as an alternative to hydrocarbons, Petrobras is going to test, over the coming months, the use of ethanol in natural gas turbines for the generation of electric energy. It is preparing to form partnerships with private companies and Japanese groups to implement new ethanol production units to supply Japan’s internal market. “The idea is to create bioenergy complexes – CBios – each one of which will have an industrial unit for the production of fuel alcohol, with its own energy generation coming from biomass, thus making use of the bagasse and leaves from sugarcane, and connected to a biodiesel production unit to supply tractors, trucks, and sugarcane harvesting machines. The CBios project will generate carbon credits and will be in line with Petrobras’ commitment to social and environmental responsibility, because it will prevent the emission of carbon dioxide from fossil fuels into the atmosphere,” explains Petrobras’ director of Supply, Paulo Roberto Costa.
Initially, Petrobras intends to contract, together with the Japanese company Mitsui, the implementation of five CBios, with the complexes forecast to supply ethanol for 15 to 20 years. “Petrobras and Mitsui together will have a 30% to 40% participation in these projects. The finalization of the negotiation with the proponents should be forthcoming. The forecast is that the first five plants of the bioenergy complexes will cost between US$ 200 and US$ 250 million each, and that each CBio will have the capacity to produce 180 million liters per year and will generate an excess capacity of 50 megawatts, to be commercialized in the market,” adds Paulo Roberto Costa.

Storage, outflow, and transport
As the production of ethanol will increase significantly in Brazil, Petrobras will invest in increasing its storage and outflow capacity for the product from collection stations and terminals. In these locations, the specifications for the materials for each tank and the most appropriate model for the roof, among other aspects, will be studied and defined. The pipelines to transport the ethanol will also be the object of special attention to prevent corrosion of the material and the contamination of the product, since the integrity and quality of the ethanol exported need to be maintained. All of this is part of Petrobras’ R&D center’s (CENPES’) priority Transport Technology Program (PROTRAN), intended to make the exportation of ethanol viable.
“All of those aspects necessary to guarantee that the ethanol sent to each country is maintained within the necessary specifications during transport are being analyzed within the ambit of the project, whose results are the fruit of the interaction of CENPES, Petrobras’ Engineering and Supply areas, and the subsidiary Petrobras Transporte. This analysis covers the supply of the product from the distilleries connected to the Petrobras System pipeline network and the systems for storage and marine transport,” underlines the coordinator of PROTRAN, Pedro Altoé.

Ethanol reaches its destination nowadays thanks to a system which integrates roads, railways, pipelines, and terminals

The transport of the ethanol to the export terminals falls to Petrobras Transporte, a subsidiary of Petrobras. The product presently arrives at its destination thanks to a multimodal system that integrates roads, railways, pipelines and terminals. But the company is already working to build a logistics infrastructure specifically aimed at the exportation of ethanol.
According to Petrobras’ director of Supply, Brazilian exports of the product will grow 60% over the next five years. International demand has been growing and the volumes exported are increasingly significant. To meet the external market demand and to guarantee the continuity of competitive advantage of the Brazilian ethanol that is exported, the Director Plan of the Infrastructure for the Export of Ethanol was organized and is being developed. It covers projects and initiatives under study that are in different stages of maturity.
The first project is the increase in the present outflow capacity for ethanol between Paulínia, Guararema, and the Ilha D’Água marine terminal. Presently in the basic design phase, it will enable the export of 2.88 million m³ of ethanol as of 2008 and of 4.0 million m³ after 2010.
The second project is the Senador Canedo-São Sebastião alcohol pipeline, which includes the execution in phases of five pipeline stretches: Senador Canedo-Uberaba, Uberaba-Ribeirão Preto, Ribeirão Preto-Paulínia, Paulínia-Guararema, and Guararema-São Sebastião. To develop the business plan for this project, Petrobras contracted the Logistics Studies Center of COPPEAD, the graduate and administration research institute from the Federal University of Rio de Janeiro, to study the competitiveness of an alcohol pipeline, and to determine the potential for the movement of ethanol in each stretch. The study took into consideration the future estimated production of the alcohol plants and the CBios already planned.
As for the initiatives under study, three stand out. One of them is the transport of ethanol via the Tietê-Paraná Waterway. The second is the complementary pipeline between Santa Maria da Serra at the source of the Tietê River and Paulínia. The objective of both initiatives is to export the alcohol produced in the west of São Paulo by interconnecting the region to the marine terminals, using stretches of pipeline already planned. Also under study is the alcohol pipeline Campo Grande-Paranaguá, whose area of influence covers the states of Mato Grosso do Sul and Paraná.

Exports
In terms of exports in 2005, Brazil produced 16.1 billion liters of ethanol and exported 2.6 billion liters to countries such as India, the United States, Sweden, Japan, and Korea, while, in the same year, Petrobras began exporting to Venezuela, helping it to start mixing ethanol with gasoline.
In all, 50 million liters were exported Petrobras exports ethanol to Japan through the Brazil-Japan Ethanol Company there. In 2006, of the 17.5 billion liters produced in Brazil, more than 3.3 billion liters were exported, with 130 million liters exported by Petrobras. That same year, Petrobras formed the company Brazil-Japan Ethanol Co. Ltd with the state company Nippon Alcohol Hanbai, to distribute ethanol in Japan, where only the chemical and pharmaceutical industries use the product, for the time being.
Now, in the short term, Petrobras’ target is to export 500 million liters per year. Among the countries to which the product will be sent are Venezuela, the United States, Japan, and Nigeria, in addition to the ethanol exports planned for the European continent. Japan recently received the first, small shipment of the product – 73,000 liters – for industrial use.
Europe, in turn, specifically Sweden, will receive a batch of eight million liters of ethanol by the end of the year. The United States received 55,000 m³ up to July 2007. Nigeria is about to receive its first load of 20,000 m³ of ethanol, and other business is being studied.
“Our focus is the long-term and differentiated markets, such as Japan, Korea, Taiwan, Venezuela, and Nigeria. Japan, for example, still doesn’t use ethanol for a fuel, but, as it has the second largest fleet of cars in the world, it will begin to use this fuel, probably to comply with the greenhouse gas emission reduction targets it accepted as signatory to the Kyoto Protocol. Then, it may become the world’s largest ethanol importer. Within this context, our plan is to export 4.75 billion liters of ethanol in 2012 to the target countries. We are also preparing to operate in a stronger, more integrated fashion in the United States and Europe, making use of our offices located there. In addition, to better serve these markets, we are studying the formulation and commercialization of the fuel E85, which has 85% of ethanol and 15% of gasoline in its composition, as well as E10, comprising 10% of ethanol and 90% of gasoline,” reveals Petrobras’ director of Supply.
To judge from all the company’s investments to increase the production of ethanol destined for exports, and to improve the logistics for storing and transporting the product, Petrobras has everything it needs to increase its participation in the ethanol business, to help Brazil to maintain its position as leader in the ranking of ethanol exporting countries and, with more than three decades of know-how in the business, to assist other countries in the implementation of programs to use ethanol as fuel. Accordingly, it meets the requirements of its current Strategic Plan, and contributes to future generations by increasing the participation of a biofuel in the world energy matrix.

Petrobras website

terça-feira, abril 21st, 2009 | Author: admin

Ciente de que o hidrogênio (H2) será peça-chave na matriz energética mundial nas próximas décadas, quando, cada vez mais, as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera e o aquecimento global precisarão ser reduzidos, a Petrobras não perde tempo. Estuda a adoção desse combustível – que se destaca, dentre outros aspectos, por poder ser produzido utilizando-se fontes renováveis, não deixar resíduos poluentes na natureza e apresentar alta eficiência energética – para a geração de energia elétrica e como combustível veicular. Os estudos são realizados por intermédio de projetos em andamento no centro de pesquisas e desenvolvimento da Petrobras (Cenpes) e do Projeto Cachet (Carbon Dioxide Capture via Hydrogen Energy Technology), um desdobramento da fase dois do projeto multicliente Carbon Capture Project, de captura de gás carbônico.
“Pesquisar o hidrogênio faz parte de nossa estratégia a longo prazo, pois, hoje, os desafios ainda são muitos. Existem tecnologias para produzir, estocar e transportar hidrogênio e gerar energia de suas moléculas. Entretanto, o custo financeiro ainda é alto, o consumo energético para sua produção é significativo, em geral, e a logística de distribuição de hidrogênio é mais complexa do que a exigida no caso de outros combustíveis. O desenvolvimento de soluções para reduzir esses custos é o que separa o presente do futuro. Por isso, estamos investindo em pesquisas e tecnologias para que a utilização do hidrogênio em larga escala seja viável no futuro”, ressalta o gerente geral de Pesquisa & Desenvolvimento de Gás, Energia e Desenvolvimento Sustentável do Cenpes, Ricardo Castello Branco.
O hidrogênio pode ser obtido pela eletrólise da água
Segundo a consultora sênior e pesquisadora do Cenpes Maria Helena Troise Frank, existe, também, a possibilidade de que o hidrogênio seja produzido e utilizado em larga escala, potencializando a geração de energia por fontes renováveis intermitentes. Ela explica melhor: “A tecnologia para se gerar energia com o auxílio de fenômenos da natureza, como os ventos, a luz do sol ou as quedas d’água, já é conhecida. Se parte dessa energia for utilizada para obter hidrogênio por meio da eletrólise da água, isto é, separando-se as moléculas de hidrogênio das de oxigênio, e este hidrogênio for armazenado, será criada uma poupança energética. Essa energia poupada será utilizada nos momentos em que as fontes naturais estiverem ausentes, como à noite, no caso da energia solar, ou na ausência de ventos.

Produção de hidrogênio
O hidrogênio pode ser obtido de fontes renováveis de energia, tais como a biomassa, podendo ser gerado da gaseificação do bagaço da cana-de-açúcar. Pode ser obtido, também, de fontes fósseis, tais como o gás natural, a nafta e outros hidrocarbonetos, por processos como o de reforma a vapor. No mundo, hoje, embora apresentem custos ainda altos para fins energéticos e gerem emissões de gases de efeito estufa, o gás natural e a nafta são utilizados majoritariamente para a produção de hidrogênio. É o que ocorre em refinarias, muitas vezes, onde o hidrogênio é insumo em processos de hidrotratamento de cargas, no qual se produzem combustíveis mais limpos, e no processamento de cargas mais pesadas, o hidrocraqueamento.
Na Petrobras, conforme explica Maria Helena Troise Frank, os trabalhos incluem a produção de hidrogênio por gaseificação de biomassa, a produção por intermédio da reforma do etanol e a produção por vias biológicas, como a fermentação de rejeitos orgânicos urbanos e rurais.

Geração de energia
O desafio de, a partir do gás natural, produzir o hidrogênio para a geração de energia, por intermédio de tecnologias que aperfeiçoem processos vigentes de produção do hidrogênio e propiciem a captura simultânea do gás carbônico, tornou empresas petrolíferas, de gás, de energia, institutos de pesquisa e universidades parceiros no Projeto Cachet.
Ao todo, 28 instituições participam do projeto, co-financiado pela União Européia ao custo de 13 milhões de euros, iniciado em 2006 e resultante do desdobramento do projeto multicliente de captura de carbono Carbon Capture Project. A Petrobras é a única empresa do Hemisfério Sul no grupo.
“O objetivo do projeto é diminuir, em até 50%, os custos de captura do CO2 gerado na produção de hidrogênio obtido do gás natural. Afinal, estima-se que sejam gastos, hoje, 100 dólares por tonelada de gás carbônico não lançado na atmosfera – valor ainda considerado bastante alto. Até 2008, os resultados obtidos serão analisados em escala de laboratório. E as tecnologias mais promissoras serão desenvolvidas em escala industrial, devendo estar em plenas condições de uso até 2015”, esclarece o químico de petróleo, consultor sênior da Petrobras e representante da Companhia no Projeto Cachet, Gustavo Torres Moure.
É um desafio do Projeto Cachet diminuir, em até 50%, os custos de captura do CO2 gerado na produção de hidrogênio obtido do gás natural
As linhas de pesquisa no Projeto Cachet são quatro. Uma delas, coordenada pelo Instituto Francês de Petróleo, tem por objetivo o desenvolvimento de um reator mais compacto do que os tradicionalmente utilizados nos processes de geração de hidrogênio, acoplado a uma turbina de gás, para a conversão do gás natural em hidrogênio.
Em outra, óxidos metálicos sólidos são utilizados como carregadores do oxigênio necessário à conversão do gás natural em hidrogênio. Esses óxidos separam o oxigênio do ar e o transportam para um reator onde reagirá com o gás natural.
As duas outras linhas, que têm demonstrado melhores resultados até agora, consistem no desenvolvimento de reatores inovadores, dotados de membranas metálicas ou sólidos adsorventes, os quais possibilitam combinar os processos de geração de H2 e captura de CO2 em um único equipamento. Essas linhas de pesquisa visam a reduzir o tamanho das plantas de geração de hidrogênio ou a diminuir o consumo de energia necessário à produção do H2.
A Petrobras tem um papel específico no Projeto Cachet. “Consiste em acompanhar as diferentes linhas de pesquisa desenvolvidas na vigência do projeto; prestar sua contribuição em aspectos específicos dessas pesquisas; e disseminar, para universidades e institutos de pesquisa brasileiros, as tecnologias pesquisadas, que poderão ser utilizadas pela Petrobras e por parceiros no projeto, com direitos privilegiados. Com isso, pretende-se que, no Brasil, os conhecimentos gerados possam originar outras linhas de pesquisa, próprias dessas instituições”, diz Gustavo Moure.
Ainda no que diz respeito ao hidrogênio destinado à geração de energia, a Petrobras, por intermédio do Cenpes, conduz projetos executados em associação com universidades e centros de pesquisas brasileiros, em sua maioria. A carteira de projetos está organizada sob forma de um projeto sistêmico de desenvolvimento de hidrogênio energético e contempla aspectos diversos da produção e da logística de distribuição do combustível, além de suas aplicações.
Outros projetos estão associados ao uso do hidrogênio em células a combustível, sempre com foco na redução de custos e na maior eficiência energética. “Nesses casos, gera-se apenas água pura como emissão; a eficiência das células a combustível é, em média, duas vezes maior do que a de motores a combustão; e essa eficiência maior acarreta redução no consumo global de combustíveis fósseis”, explica Maria Helena Troise Frank.

Hidrogênio veicular
No que se refere ao hidrogênio veicular, a Petrobras, por intermédio de sua subsidiária Petrobras Distribuidora, com o suporte técnico do Cenpes e como integrante de um consórcio formado por empresas brasileiras e estrangeiras e coordenado pela Organização das Nações Unidas, lança o Projeto Ônibus Brasileiro a Hidrogênio. O projeto consistirá na aquisição, na operação e na manutenção de até cinco ônibus com células a combustível a hidrogênio; na instalação de uma estação de abastecimento de hidrogênio gerado por eletrólise, em São Paulo; e no monitoramento do desempenho dos veículos. Os objetivos são desenvolver, no Brasil, a tecnologia de produção de ônibus a hidrogênio; testá-la na região metropolitana brasileira onde o tráfego é mais intenso e os veículos motorizados são responsáveis por 90% das emissões de poluentes na atmosfera; e, graças à emissão zero de poluentes pelos ônibus, reduzir emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. O primeiro ônibus deverá começar a funcionar no fim de 2007.

Ônibus Brasileiro a Hidrogênio
A Companhia também estuda a viabilidade técnica e econômica de, em cada uma das suas estações de serviço, por meio de reformadores de pequeno porte ali instalados, extrair o hidrogênio contido no etanol e no gás natural. “A idéia é aproveitar o sistema logístico de distribuição desses combustíveis já existente para produzir o combustível hidrogênio localmente. Essa tecnologia será demonstrada no posto Ecotecnológico, em terreno do Cenpes, no Rio de Janeiro. No local, será abastecido um ônibus híbrido movido a hidrogênio e eletricidade, desenvolvido pela Petrobras e pelo instituto Coppe, da Universidade Federal do Rio de Janeiro”, conta Maria Helena Troise Frank.

Normatização do uso
A Petrobras está envolvida até mesmo nos aspectos normativos relacionados ao hidrogênio veicular. Na qualidade de consultora da delegação brasileira do comitê técnico da entidade internacional ISO, contribuirá para a definição das normas que nortearão o uso de hidrogênio como combustível para carros e ônibus.
Também no que concerne a materiais capazes de armazenar hidrogênio, a Petrobras desenvolve pesquisas avançadas relacionadas à produção e ao uso de nanotubos de carbono, com o fim de obter sistemas com maior densidade energética, isto é, maior capacidade de armazenamento do combustível.
Enfim, sejam quais forem as soluções adotadas para a produção, a distribuição e o uso do hidrogênio, um atraente vetor energético consideradas a crescente demanda por combustíveis e fontes de energia cada vez mais limpos e as vantagens ambientais e sociais do hidrogênio, reduzir os custos envolvidos é uma exigência das próximas décadas. Atendê-la, a tempo e a hora, é um desafio para a Petrobras e um compromisso assumido. O futuro, agora, já não está tão distante.

Site da Petrobras

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sábado, abril 18th, 2009 | Author: admin

Utilização de painéis solares em satélites em órbita à volta da Terra

A elétrica norte-americana PG&E prevê iniciar a distribuição de energia solar oriunda do espaço em 2016, através da utilização de painéis solares em satélites que se encontram em órbita à volta da Terra. Num artigo publicado no blogue da empresa, a PG&E anunciou ter firmado um acordo com a Solaren Corp. para o abastecimento de 200 megawatts recolhidos no espaço nos próximos 15 anos.
A Solaren pretende usar painéis solares instalados em satélites, uma ideia que foi estudada pela agência espacial norte-americana NASA nos anos setenta e pela administração do ex-presidente Bill Clinton nos anos noventa.
A energia solar recolhida será posteriormente convertida em ondas de rádio para poder enviada para uma estação em Fresno, Estado da Califórnia, onde é convertida em electricidade e distribuída aos consumidores através da PG&E.
A elétrica norte-americana afirma no seu blog que a energia solar disponível no espaço é “entre oito a dez vezes superior à que se obtém na Terra” e independente das condições climatéricas ou das estações do ano.
A PG&E explica ainda que para os painéis ainda há a vantagem de não ser necessário comprar grandes superfícies para a instalação destes no solo.
Embora reconhecendo as dificuldades para conseguir alcançar este objetivo, a elétrica acredita que a Solaren estará em condições de começar a enviar energia solar para os consumidores da PG&R em 2016. “Se a Solaren tiver êxito, o mundo das energias renováveis nunca mais será o mesmo”, garante a PG&E no seu blog.

Site Ciência Hoje, Portugal

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sábado, abril 18th, 2009 | Author: admin

Econcern has announced plans to install 42 MW of solar capacity in Puglia, southern Italy as part of the so-called project Trullo.
Starting with the construction of seven 1 MW solar parks early in 2009, the facilities are expected to be operational by 2010. Once complete, Project Trullo will add 15% to Italy’s 280 MW solar PV capacity and is expected to produce approximately 60 GWh per year.
The project is being developed by a 51:49 holding company between Econcern and Ampere Equity Fund. The company adds that it has ambitions to increase its Italian portfolio to at least 50 MW.
Econcern’s director of project development, Dennis Lange said: ‘The Italian solar market has exceptional growth potential. It is anticipated that it will grow from 280 MW by the end of 2008 to 5 GW by 2020.’

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